domingo, 31 de outubro de 2010

Em nome da Liberdade

Este post representa iedéias de um dos escritores deste blog, eu( Rafael de Mesquita), e não de todos, assim como também não há nenhuma filiação partidária nele, então por favor, não procure coisas onde não há :)

Pois bem, hoje terminou mais um processo eleitoral brasileiro, onde escolhemos alguns de nossos representatnes políticos, que deverão cuidar para o bem geral e evolução da nação. Inclusive o mais alto cargo profissional do país(acho que posso afirmar isso), o de Presidente da República.
Entretanto venho aqui fazer uma análise, me focando neste momento na campanha eleitoral. Ao meu modo de ver, as campanhas eleitorais se tornaram um concurso de marketing, vence a melhor equipe de marketing. As campanhas, extremamente onerosas, não se preocupam em mostrar o que realmente cada candidato tem de propostas ou idéias (poderíamos ter surpresas). Mas o que vejo são ações feitas para coletar votos através de técnicas para obter clientes.

Outro ponto, durante o 1º discurso da recém eleita presidente Dilma Roussef, houve um ponto em que ela falava o seguinte
"O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável."
E o que vem em minha mente é : "Sim, o povo aceita (aceitamos)". Caro leitor, não se engane, nos aceitamos isso, e não é de agora. Aceitamos ter o mínimo. E não somos inocentes nessa história.
E como acontece constantemente, meus dedos perdem para minha mente em transparecer idéias, logo o texto acaba aqui, um pouco aquém do que eu esperava.


discurso da presidente, completo

The Pub e Empire Records dão aula de desrespeito ao público!

Em maio de 2009, o Motorhead teve sua world tour passando pela nossa capital. Na ocasião, o Matanza foi a banda de abertura. Tudo isso em plena quarta feira hehe. Na postagem desse show, eu comentei sobre a banda brasileira. Vejamos:

O evento começou com a banda Matanza, por volta das 21:10, dez minutos após o programado. Com um som basicão e com um vocalista estranho, porém carismático, o Matanza aqueceu o sangue da galera, principalmente do seu fã clube presente. A proposito, essa é uma das bandas de estrada mais respeitada no país, podendo até ser considerado um dos grandes do rock nacional. Ao fim do show, o vocalista Jimmy falou com sua voz estranha o que todos não pareciam acreditar: " pois é pessoal, agora deixo vocês com os caras do Motörhead!!!"

Pois é, apesar de não ser grande fã da banda eu curti o show e passei a reconhecer o peso da banda dentro da nossa cena. Verdade seja dita, ela é uma das bandas que fazem a melhor conexão entre underground e o mainstream. 

Em agosto de 2009, a banda voltou para Fortaleza e se apresentou no Awake Festival e mais uma vez fez um show divertido. Foi justamente por ter um show divertido e ter convecido nas suas apresentações anteriores que o Matanza atriu uma boa parte da nossa galera para o The Pub para mais uma apresentação na nossa capital.

Então vejamos. Como eu falei no poste do Motorhead, a banda Matanza tem uma fiel legião de fãs e consegue atrair muitos curiosos ( como nós!). Então, por que diabos a porra da produtora achou que a o the pub ia dar de conta nesse show???

Aliais, foi uma série de erros e equívocos de organização que me fizeram ter o pior show da minha vida e um dos dinheiros mais mal gastos. Vamos aos fatos:

Chegamos ao The Pub por volta de 19h20min. Ao chegar por lá, o Italo me conta que a Walking Back  to Hell não iria se apresentar. Ou seja, paguei por três bandas, mas agora só veria duas, mas até ai é o de menos. Tinha um amotoado de pessoas na frente da entrada e nada estava organizado. Resolvemos então dá uma volta pra comer e depois de meia hora retornamos ao The Pub, quando ficamos sabendo que a banda A Trigger to Forget estava tocando a sua primeira música. Então fomos para a fila. Na minha cabeça eu pensei: "vamos perder mais umas duas músicas mas pelo menos pegamos a metade do show". Engano meu! Passamos mais de um hora, repito, mais de uma hora na fila que simplesmente não andava! Não é jeito de falar não, a fila não andava e, detalhe, o show da Trigger estava rolando. Ou seja, perdemos o show da Trigger to Forget! Então vamos as contas: pagamos por três bandas e não assistimos duas. A coisa estava começando a ficar tensa.

Muito tempo na fila, conversa vai e conversa vem, acabamos ficando lá esperando e  se desgastando sem nem mesmo curtir um segundo. Mas isso não era o fundo do poço. Imagine vc numa fila e durante a espera o show da banda principal começa! Legal, não? Ai a revolta começou a tomar o público na fila e o empurra empurra começou a ficar mais forte rumo à porta da casa. O desespero foi tanto que a porta do local foi quebrada. Além disso, um amontoado de cacos de vidros estava na porta do the pub, gerando risco para o público que estava desesperado para entrar! Gritaria e muitos xingamentos foram proferidos e os funcionários da casa estavam visivelmente alterados diante do despreparo para contonar tais situações. Depois de umas 5 músicas, eis que entramos no "show". Ao entrar no local, vimos que estava superlotado, não tinha nenhum canto mais sossegado.

Aqui vale um ponto de esclarecimento sobre a estrutura do local: O The Pub é uma casa noturna típica, ou seja, não foi feita pra comportar grandes eventos. A sua estrutura é até interessante se considerarmos shows pequenos. Temos dois ambientes, um mais pra curtir o show e outro mais pra se enturmar. Mas no caso do show do Mantaza, a única coisa que havia era superlotação!!! Tentamos passar pro ambiente do show, mas estava intrasitável. O Bruno ficou logo de cara no caminho. Depois eu e o girino. No local do show ficaram apenas o Italo e o Kássio. No ambiente do show, estava maior empurra empurra. Era muita gente fumando e não raro derramavam bebidas em você. Simplesmente não dava pra ficar sossegado e curtir o show. Pra piorar, apenas um ar condicionado e uns dez ventiladores tentavam manter a temperatura local num nível minimamente humano. Mas tudo era em vão. O The Pub se mostrou uma verdadeira estufa e até mesmo o vocalista da banda, com toda sua pose de machão reclamavamconstantemente do calor insuportável. Então vamos juntar as peças: bebidas + fumaça + calor + ambiente lotado = pessoas passando mal! Isso mesmo.

Enquanto o Italo e o Kássio lutavam dentro do ambiente do show, eu fiquei na parte teoricamente mais calma. Mas essa estava lotada e tudo que dava pra ver de lá era um telão mostrando o show. Isso pode até ser na cabeça dos produtores uma grande ideia, mas na verdade é uma grande bosta. Ninguém vai ao show pra conferir as coisas do telão e pior, quem estava de fora, podia ver o show no telão também. Ou seja, tanto faz se vai ter show pra todo mundo, eles só queriam vender ingresso. Perto do nosso grupo, tinha um cara e sua namorada e ambos cantavam todas as músicas, mas estavam vendo o show pelo telão pq não tinha espaço no outro ambiente.

No final das contas, paguei pra ver três bandas e só vi apenas... opa, eu não vi nenhuma. Grande evento!

Na saída, pra variar, mais confusão pra poder passar o cartão de consumação, tendo até mesmo quebrado o vidro que separa a funcionária do caixa e o público. Pra fechar o caixão, basta citar que o show foi em véspera de eleição, ou seja, 23 horas não tinha mais nada.

Pra não dizer que eu só fico implicando, foi o melhor som de uma apresentação do matanza na nossa cidade. Mas ponto final.

Em síntese, foi o pior evento de rock que eu já presenciei na minha vida e tudo isso graças ao The Pub e a Empire Records. Um desrespeito total. Venderam uma carga de ingresso bem maior que a capacidade da casa, ou vai me dizer que ver pelo telão é válido? Ou que importa é entrar na casa e curtir a festa num ambiente sem qualquer conforto?

Quem quiser, peça o seu dinheiro de volta.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A banda insuportável!

Desde que eu começei a escutar rock, eu procurei ouvir um pouco de todos os estilos e ver o que cada um podia me trazer de bom. Obviamente, alguns estilos me agradaram bem mais que outros.

Um estilo que eu fiz questão de conhecer foi o punk pela sua enorma abrangência, tanto que eu já comentei o estilo numa postagem bem antiga!!!

Na oportunidade eu já tive a chance de dar uma cutucada da banda Sex Pistols, provavelmente a banda punk que eu mais odeio. Eu geralmente não gosto de escrever sobre bandas que eu não gosto, mas ter que ver hora ou outra essa banda ser alçada ao status de clássica é foda.

A minha primeira birra com a banda é que a música deles é muito fraquinha!!! Até para os padrões do punk, a música deles não é lá essas coisas. Segundo, o show deles é muito, mas muiiiito ruim mesmo. Consigo acreditar fielmente que a minha banda é bemmm superior a deles. Terceiro, os seguidores deles constantemente os colocam com uma banda contestadora. Mas eu digo: contestadora do que? Primeiramente, a banda foi formada por empresário. Segundo, as letras beiram ao rídiculo. Terceiro, o próprio vocalista disse que se reuniu com a banda para ganhar uns trocados.

No entanto, não adiante o que eu fale aqui. A pior propaganda da banda são eles mesmos. Vejam:

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O legado.

Toda vez que falamos do sucesso da banda Beatles, é normal nos remetermos à decada de 60 e falar da Beatlemania. Mas vez ou outra o legado da banda dá mostras de como ainda ainda é fortíssimo e um dos mais poderosos da música popular mundial.

Nos últimos dias já se falou muito dos 70 anos de John Lennon e sobre o seu impacto na música popular internacional. Não pretendo nessa postagem traçar mais uma homenagem ao músico, pois muita coisa boa já foi feita.

Venho aqui pra comentar o incrível fato de que os ingressos para os dois shows de Paul McCarteney a serem realizados em São Paulo foram esgotados em apenas 4 dias (incluído o período da pré-venda). Um desempenho monstruoso, levando-se em conta ainda mais o valor cobrado. Confesso que ao saber da notícia, fiquei curioso pra saber como anda a forma do músico e posso dizer que ele ainda rende muito bem e que possivelmente fará espetáculos incríveis por aqui. Deverá ser um show imperdivel, ainda mais para aqueles que tem a banda como a sua maior paixão ( e não são poucas essas pessoas)

domingo, 17 de outubro de 2010

Como é ser deputado na Suécia

Ae um vídeo sobre como é ser deputado na suécia. Da pra dar uma pequena inspiração para como poderia ser aqui.






achei no sedentario

Filosofando com o Cléber Machado





Esse vídeo não tem nada de novo, mas continua engraçado.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A magia da banda Rush


Dando continuidade ao que escrevi no poste passado, é chegado a hora de escrever sobre o momento crucial da viagem, do momento que fizeram três jovens nordestinos se deslocar mais de 2000 km. O show da banda rush ou como também seria apropriado chamar: espetáculo de mágica do Rush.

Oito anos após o Rush in Rio, nós tínhamos a chance de estar presente no reencontro da lendária banda com o público carioca, mas parecia que o destino iria trabalhar pra tornar esse reencontro mais desafiador. A cidade era a mesma, mas as circunstâncias não. Sai o gigante Maracanã e entra a Apoteose. Saem os ingressos de 120 reais a inteira e entram os ingressos 500 da pista Premium. Saem os aplausos frenéticos do público e surgem as milhares câmeras digitais. Muita coisa mudou e, principalmente, o público. Este, já acostumado com tantas atrações internacionais, não é mais tão fanático e mais bate foto do que canta. Além do mais, se antes as atrações eram mensais e os shows caiam dentro orçamento, hoje elas são aos montes. Somente no fds em que estivemos no Rio, tocaram Bon Jovi, Dave Matthews Band e The Cranberries, além do SWU de São Paulo.
Mas nem tudo mudou e entre as coisas que ainda permanecem está a capacidade da banda de dá um verdadeiro espetáculo de deixar muitos fãs de queixo caído.  Mas o que eu ainda não sabia era como a banda podia trazer um espetáculo beirando ao surreal, não apenas no que tange a talento musical, mas quanto ao desenvolvimento de uma temática para o show.


Eu, de certa forma, mudei tb. Não procurei absorver tudo o que teria no show antes da apresentação, como fiz no show do Iron Maiden , onde já tinha visto vídeos e o set list. Para o show do Rush não decorei o set list e me deixei ser surpreendido pelo show e digo: vale a pena.
Em sua “Time Machine Tour”, a banda trabalha com o conceito do steampunk, um movimento cultural baseado na nostalgia em que as pessoas utilizam objetos antigos como vitrolas, por exemplo. Na construção do palco temos objetos que nos remetem ao passado e outros ao futuro, como ao enorme estrutura de iluminação que foi considerada pela crítica carioca como o melhor espetáculo de luz trazido por uma banda nos últimos tempos. No set list, temos músicas que representam o passado, outras o presente (Snake and Arrows) e algumas o futuro como as duas músicas do álbum que ainda está em composição (Clockwork Angels).
O show começou pontualmente às 20 horas, abrindo ao melhor jeito star wars, com um vídeo  (simples, porém divertido) com aqueles letreiros subindo introduzindo a história do show. Nela temos um inventor maluco e comilão que é o principal e o mais chato cliente da lanchonete do personagem de Geddy Lee. Lá tb está um caladão guarda que fica apenas botando lenha na fogueira (Peart). No ambiente, está tocando um grupo chamado Rash (com “a” mesmo), onde apenas esse inventor maluco gosta. Insatisfeito com a música ambiente (que na verdade é uma versão legalzuda de uma música da banda) e a fim de cutucar o seu chato cliente, o barman (Lee) desafia o mesmo a testar uma máquina há muito tempo pegando poeira na lanchonete, uma pretensa maquina do tempo capaz de desvendar o talento musical de todas as épocas. Eis que aceito o desafio, o cliente chato testa a máquina duas vezes e as coisas melhoraram, mas não satisfazem o barman. Até que o maluco inventor decide apertar apenas mais uma vez e avisa, com os telões focados em seu rosto, que não toquem nesse botão. Após mais uma chance, o bar começa a tremer, o palco começa piscar com uma iluminação frenética e então finalmente começa Spirit of Radio, levando a galera ao delírio com sua marcante introdução e uma letra bem divertida de cantar.

O público querendo fazer jus a sua fama conquistada canta e pula acompanhando a banda. Ver a banda de perto dá aquela sensação incrível de que algo intenso está para acontecer. Lee tem o público sob seu domínio desde o começo e Lifeson faz questão de tocar olhando nos olhos dos fãs mais próximos. Ao fundo, nada mais nada menos do que Neil Peart em volta de sua belíssima bateria, tocando com uma concentração inspiradora. Logo após Spirit, vem duas músicas muito bonitas: Time Stand Still e Presto. Na primeira, um verso que resume o show freeze this moment a little bit longer, make each sensation a little bit stronger. E em Presto, uma lúdica canção sobre poder mudar as coisas com um passe de mágica, nós vemos a banda nos tocar com a sua mágica e única musicalidade. O belíssimo palco completa as belas canções.

Stick Out e Workin Them Angels tornam as coisas mais um pouco mais pesadas e nos mostram o estilo da banda em seus últimos álbuns. Em Leave That Thing Alone, a primeira instrumental, somos brindados com sua bela melodia, e seu fim improvisado conta com um monstruoso solo de Lee arrancando aplausos e reverências do público. Ao fundo, Peart despeja movimentos certeiros e variados, mostrando que seu kit é altamente funcional, não apenas questão de ego.


Falando sobre Lee, o mesmo pode até não ser o melhor baixista do rock, mas com certeza é o mais confiante e sola com vontade e desenvoltura como se empenhasse uma guitarra em suas mãos. Além de todas as qualidades, o músico ignora sua gripe e se dedica inteiramente ao show.

Em seguida, a banda toca a Faithless, emocionando com a sua bela letra. O peso vota com BU2B, do novo álbum, nesse momento o palco parece entrar em erupção com tantos efeitos de luzes, vapores e chamas. Uma música de muito punch. Depois, para o delírio dos mais fanáticos, freewill que foi cantada com um verdadeiro hino por parte do público, tendo destaque a parte do solo em que todos os músicos praticamente solam simultaneamente. Em seguida vem a melódica Marathon, uma das minhas favoritas, e Subdivision muito querida pelos fãs, principalmente por sua letra reflexiva e seu jeito bem diferente. Eis que é encerrada a primeira parte do show. 


A segunda parte começa com mais um vídeo. Nessa parte, o cientista, que agora é produtor musical, começa a colher os frutos da sua banda após o sucesso da máquina na última tentativa do primeiro vídeo, mas esse acaba esbarrando em outro personagem de Lee, um diretor francês fresquinho que é odiado por todos. Após um bate-boca, o inventor decide tomar as rédeas da gravação do clipe e ao contar de um a três, é iniciada Tom Sawyer, cantada histericamente pelas pessoas ao meu redor. Aliais, nesse momento o público vai mergulhando cada vez mais de cabeça no show com músicas como Red Barcheta, Vital Signs e Witch Hunt ( nessa o show vira espetáculo, sonoridade diferente, iluminação perfeita e os xilofones de Niel hehe). Em Limelight rolou muita emoção. Agora vale abrir um parágrafo para duas músicas em especial: YYZ e Camera Eye.

A primeira é um clássico adorado por todos, talvez a instrumental de rock mais famosa já composta e cantá-la a plenos pulmões até eles cansarem e ver que a galera tá gritando mais alto do que a banda em alguns momentos é incrível. Em Camera Eye, temos uma canção em que a banda dá show. A guitarra é inspiradíssima, assim como vocal, e o trabalho de bateria é soberbo.



Ainda temos a intricada Caravan, que vai sair no próximo álbum, e que ficou bem melhor do que na versão apresentada no site. Após ela, vem Love 4 Sale, que está mais para uma música do que para um solo, já que Peart faz um belo arranjo usando os mais variados recursos, bateria acústica, bateria eletrônica e técnicas. O solo é tradicionalmente encerrado com um jazz, estilo que Niel tanta aprecia. Vale ressaltar a admiração dos presentes por esse músico, é festival de puta que pariu, caralho e porra ou qualquer coisa que o brasileiro use pra mostrar admiração. O público acompanhava com palmas e até uma breve chuva veio admirar esse homem. E o cara merece: toca muito e ainda tá enfrentando uma infecção no ouvido adquirida nos últimos shows da parte americana da turnê.
Após o solo de bateria, entra Lifeson e com um violão de doze cordas, o músico encanta um público com uma introdução para close to the heart usado belas harmonias. A propósito, esse clássico é recheado de várias improvisações que deram outra cara para a música.
Após essa canção, todas as luzes se apagam, e projeções parecidas com o espaço sideral aparecem no telão. Um barulho futurístico é escutado e eis que começa a overture de 2112. Nessa hora eu gritei: é verdaaaade, isso é um show do rush porra.  A galera se esgoelou nessa nação e cantou com toda força.
Quando eu arreguei, sou pegue de surpresa com Far Cry, uma das minhas favoritas e fui levado à exaustão com ela. É incrível notar como a medida que o show vai passando, Peart vai descendo a porrada na bateria, sem dó, fazendo com o que o kit chegue a tremer. É muito foda hehe. 


Após essas canções, a banda se despede para depois voltar (tanta criatividade na banda poderia excluir essa já batida estratégia). E nessa volta é o momento Alex Lifeson. O mesmo é o primeiro a aparecer, correndo  de um lado para o outro arremessando presentes para o público. Depois vem Lee e começa La Villa Strangiato de uma forma diferente, no teclado, depois acompanhado pela banda. Nesse momento baixista e guitarrista vão de um lado ao outro e no meio da música, um fã joga a camisa da seleção e Alex pega a bandeira sem errar a música (what a motherfucker!!!). E em seguida vem Working Man e começa com o Reaggea e termina com o velhor Hard Rock. Nesse momento, Lifeson, de 57 anos, sola como se fosse um garoto de 18, fechando os olhos, sentindo cada nota de um solo veloz. Realmente inspirador que me fez perder ainda mais o medo de envelhecer.

Ao fim do show, mais um vídeo, agora com a participação dos atores do filme Eu Te Amo, Cara, onde os personagens invadem o camarim da banda. Eu não assisti ao filme, mas me disseram que a cena foi tirada do filme.

E assim se encerrou um dos momentos mais especiais da minha vida. Sai do show totalmente entorpecido pela apresentação e sempre guardarei no meu coração.


Obs: no show tinha gente da Argentina, Veneluzea, Paraguai. Senti-me na ONU.
Obs: Na espera do show, o Kássio conheceu dois caras do Rio Grande do Norte e uma carioca filha de cearenses. Coincidência não.

Obs3: O show foi super organizado. Um público muito tranqüilo, que em nenhum momento teve empurra-empurra e que contou com amplas saídas para evacuar a galera. Um 10 minutos já tinhamos alcançado a rua. Assim como no show do Scorpions onde já tivemos exemplo de sucesso, ficou claro como falhou a produção de Recife no show do Maiden.

Video-Intro
The Spirit Of Radio
Time Stand Still
Presto
Stick It Out
Workin’ Them Angels
Leave That Thing Alone
Faithless
BU2B
Freewill
Marathon
Subdivisions

Video2
Tom Sawyer
Red Barchetta
YYZ
Limelight
The Camera Eye
Witch Hunt
Vital Signs
Caravan
Love 4 Sale (Solo)
Closer To The Heart
2112: I. Overture II. Temple of Synrix
Far Cry
La Villa Strangiato
Working Man

Video3

Back to Fortaleza

Ufaaa, aqui estamos, de volta de uma viagem que deu muito trabalho pra organizar, mas que valeu todo esforço. São tantas coisas para escrever que resolvi dividir o relato em duas postagens, uma para falar sobre o Rio de Janeiro e para partilhar os aprendizados necessários para ir para um show por aquelas bandas e outro, é claro, somente sobre o show, tudo passo a passo. Vamos lá.

Em julho, a banda Rush anunciou as datas da sua turnê brasileira ( 8 de outubro em São Paulo e 10 de outubro no Rio de Janeiro) após oito anos do primeiro show da banda por nossas terras. Os ingressos começaram a ser vendidos dia 14 de julhor em caráter de pré-venda. E aqui vai a primeira informação importante para quem se interessas por futuros shows no eixo Rio-SP: a pré-venda normalmente só é dispinibilizada para clientes de determinados cartões. No caso desse show, somente quem tivesse cartão x ( não vou fazer propaganda a tôa) é que poderia comprar. Coincidentemente nenhum de nós que iríamos ao show tinhamos o bendito cartão e tivemos que esperar desesperadores dez dias de venda pra adquirir os nossos ingressos. Nesse tempo, foi suficiente para que a meia entrada da pista prêmio para o show de São Paulo fosse esgotada. E aqui vai outra info importante: em Sp, a meia entrada pode ser restringida pela produção ( no caso do Rush, a produtora limitou a 30% dos ingressos); já no Rio não pode haver restrinção. Com a meia entrada esgotada, nos restou a opção do Rio de Janeiro e assim o fizemos.

Escolhido o Rio, nossa vida foi facilitada pela família do Kássio e sua vocação de abrigar pessoas desamparadas ( prêmio nobel da paz para essa família já!!!). Como os nossos companheiros de banda tem raizes no Rio de Janeiro, ficou muito mais fácil, ficando a hospedagem e os passeios turísticos por conta do planjamento deles. Isso, indubitavelmente, facilitou a nossa vida.

Bem, mas sequer chegamos ao Rio.... Temos que falar do sufuco de arrumar passagens.

Na hora de aquirir as passagens foi outro sufuco. Tudo isso pq as passagens mais baratas eram bem macabras como chegar no Rio de madrugada. Tentavamos evitar isso de qualquer forma já que tinhamos sido orientados que a região próximo ao aeroporto, chamado de Linha Vermelha ( é mole?), não é da mais seguras. Além disso, a empresa que oferecia os melhores preços, acabou cancelando muitos vôos na semana do show, imagina como seria o nosso desespero. Nisso foi um mês pesquisando na net e pertubando a mulher a agência de viagens até conseguir um preço razoável e um horário até bom.

Compradas as passagens, tudo estava praticamente solucionado. Ingressos comprados, passagens compradas e hospedagem garantida. Um ponto curioso é que nessa era virtual nós não pegamos nem a passagem nem os ingressos. Bastou apresentar a identidade na hora do check in e o cartão de crédito na hora do show.

Bem, agora é hora de falar da viagem.

Nós saímos daqui na madrugada de quinta para sexta. Na ida, tivemos o azar de pegar os acentos que ficam nas saídas de emergência, o que foi bastante chato já que nesse local, as cadeiras não são inclináveis. Ficamos três horas mais duros do que estátua e o resultado foi uma bela dor nas costas quando chegamos no Rio. Chegando na cidade, pegamos um ônibus que ia do Aeroporto internacional para Copacabana o bairro do ap da tia do Kássio. Se de avião gastamos três horas para ir de Fortaleza para o Rio, do aeroporto para copacabana no caótico trânsito foram 2 horas!!! Ao chegar na casa, fomos recebidos muito bem pela tia deles que era super gente fina e engraçada. O tempo na cidade tava frio para os nosso padrões, o que nos fez ainda mais ir atras de tirar uma soneca. Na tarde de sexta, fomos para a famosa praia de copacabana, que ficava a três quarteirões de onde estávamos. Nesse praia tem tanto gringo que dá pra falar que tem até brasileiro.

Na noite de sexta, fomos para uma casa noturna parecida com órbita para acompanhar a gravação do DVD de uma prima do Kássio e do Kelvin, que faz um som que tem influências de rock clássico e rock nacional. Lá nessa casa, ficamos sabendo que estava o produtor do Andreas Kisser, com certeza atrás de um contato com a Theater of Salvation hehe. 
No sábado, saímos cedo para visitar o local do show, a Praça da Apoteose, e aprender como chegar e voltar de lá. De lá, partimos para o maracanã, tudo isso andando de metrô, apesar de certa insegurança que aos poucos foi desaparecendo. No maracanã, visitamos o museu do estádio, a calçada da fama e subimos para ter uma vista panorâmica do estádio. Voltando do maraca, ainda tivemos no sábado batalhas psicológicas com alguns coreanos das lanchonetes. Na primeira lachonete que fomos, o pastel mais suco era 2 reias. Como o local não me inspirava muito confiança, acabei pedindo um refri e o preço subia para quatro reais. Se fosse apenas isso tudo bem, mas enquanto fazíamos a nossa refeição, os coreanos nos olhavam de maneira ameaçadora e logo botamos o lanche pra dentro e vazamos. Saimos, então, em direção de algum canto barato para comer e encontramos um local mais ou menos, onde um hamburguer era três reais. O problema é que lá, a comida tb sofria do complexo de McDonalds e o que parece não é. Ao receber os hamburguers, elas eram micros e, o mais curioso, o cara da lanchonete, que tb parecia ser coreano, nos deu uma prato cheio de sachê de katchup. Era tanto katchup que parecia que hamburguer era o acompanhamento. Ainda nessa lanchonete, o cara tinha um jeito curioso de atender. Apesar de ter colocado mesas no local, ele não ia até o lugar para perguntar o pedido, achava melhor nos atender à distância e aos gritos mesmo.
No domingo, fomos conhecer o Pão de Açúcar que ficava a oito minutos de ônibus de onde estávamos. Local era super movimentada e incrivelmente bonito, mas o preço era bem salgado: 44 reais. Acabamos pagando e indo nessa e pude ver uma das mais belas vistas que eu ja presenciei ( até que pq eu mal saio do quarto mesmo hehe). Ficamos lá e tiramos várias fotos. De lá, voltamos para casa para descansar para o show. almoçamos, tiramos um belo cochilo, assistimos o Brasil passar por cima de Cuba na final da Copa do Mundo de Volêi. Nos arrumamos de forma adequada pra suportar o frio de 15 graus e partimos rumo a estação de metrô. Chegamos ao show faltando duas horas para o show. Tentei comprar algo, mas quase tudo estava esgotado e nenhuma camisa do meu tamanho tinha disponível. Até o mostruário estava vendido hehe. Após o show, voltamos de metrô tb, que fica perto do local do show. A principio tínhamos receio, mas os metrôs foram lotados pela galera do show e em todas estações desciam uma quantidade razoável, deixando a a ruas mais movimentadas.


Dormirmos bastante e descansamos bastante do dia seguinte. Teve a tradicional caminhada na praia e paramos pra comer na única lanchonete bom e barata que encontramos. na viagem Aproveitamos o dia para comprar algumas lembranças e ir a um shopping. Isso tudo descontando algumas viagens perdidas e momentos de total desorientação ;D.

Na terça, naquele clima já de despedia, fomos rumo ao Cristo Redentor que fica num bairro muito bonito. Todavia, um mar gente se aglomerava para subir para o Cristo e teriamos que esperar muito tempo pra subir e mais ainda pra descer, o que minou a nossa vontade. Voltamos para a casa e depois saímos para a praia, para finalmente ver um pouco de sol na cidade. Ainda demos um pulo na loja da saraiva, mas nada demais.

Na terça a noite, nos arrumamos e empanturramos mais uma vez. Fomos para o aeroporto e pegamos uma fila enorme para o check in. Ficamos esperando um bom tempo pra embarcar de volta. Nesses momentos mais simples, a diversão era comanda pelo espírito de amizade entre nós que fazia o tédio se transformar em risadas.

Enfim, uma viagem maravilhosa e que ainda não foi relatado o seu ponto mágico. 

Quero agradecer de coração a toda a família do Kássio e do Kelvin e que nos recebeu com braços abertos, nos dando muito carinho e conforto e nos convocados para voltar lá o mais rápido possível. Tivemos a sorte de cair numa casa de roqueiros, onde a música era o papo da hora.

Flw glr.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Rock em Geral entrevista Alex Lifeson

Alex Lifeson, Neil Peart e Geddy Lee nunca foram tão populares como neste inesperado ano de 2010
Alex Lifeson, Neil Peart e Geddy Lee nunca foram tão populares como neste inesperado ano de 2010
Filme em exibição nos cinemas, estrela na calçada da fama de Hollywood, turnê com a íntegra do álbum mais bem sucedido, duas músicas novas bombando na web… O ano de 2010 não poderia ser mais agitado para o Rush. O resultado da inesperada popularidade vai ser conferido pelos brasileiros durante os dois shows da “Time Machine Tour”, que passa por São Paulo, na próxima sexta (8/10) e pelo Rio, no domingo (10/10). Apresentações que devem emocionar público e banda, a julgar pela primeira passagem do trio pelo Brasil, registrada no DVD “Rush In Rio”.
Apesar do nome, a turnê traz novidades. É que o trio, formado por Alex Lifeson (guitarras), Geddy Lee (baixo, teclado e vocais) e Neil Peart (bateria), resolveu lançar as músicas do próximo álbum, “Clockwork Angels”, aos poucos. Duas delas, “Caravan” e “BU2B”, já circulam na web e estão do repertório da turnê. Se o novo CD mantiver a sonoridade dessas duas amostras, “Clockwork Angels” deve trazer de volta os tempos das músicas mais longas e cheias de mudanças de andamentos. A previsão de lançamento do disco completo é para meados de 2011.
Os shows que acontecem em São Paulo e no Rio vão durar cerca de três horas e, além de todas as músicas do álbum “Moving Pictures”, tocadas em sequência, e das duas novas, incluem sucessos como “Closer to the Heart”, “The Spirit Of Radio” e “La Villa Strangiato” – veja o repertório completo aqui. Nessa entrevista exclusiva com o guitarrista Alex Lifeson, você fica sabendo mais detalhes do novo álbum; como foi a turnê pelos Estados Unidos; detalhes dos bastidores do filme “Rush: Beyond The Lighted Stage”; e como a banda está encarando essa verdadeira onda de popularidade entorno de si própria. Aproveite:
Rock em Geral: Vocês estão no meio da turnê americana, como estão indo as coisas (a entrevista foi feita no dia 25 de agosto)?
Alex Lifeson: Sim, estamos bem no meio dessa nova turnê, fizemos uns shows no Canadá, mas a maior parte foi nos Estados Unidos. A turnê está indo realmente muito, muito bem. Turnês em estádios são bem diferentes, o público tem sido incrível, enlouquecendo a cada noite. Estamos indo a muitos lugares que não íamos há tempos. Isso é muito bom, porque a indústria da música esta passando por um período difícil neste momento.
REG: Você acha que o público cresceu nesses lugares?
Alex: Acho que sim, há novos segmentos no nosso público. Há mais mulheres vindo aos shows, e elas cantam todas as letras, conhecem bem a nossa música. E há muitos garotos novos também.
REG: É curioso porque a turnê se chama “Time Machine” e vocês estão tocando a íntegra do álbum “Moving Pictures”, que é de 1980, mas, ao mesmo tempo, há duas músicas novas no repertório, “Caravan” e “BU2B”. Como isso tudo funciona no show?
Alex: Tem dado tudo certo, nossos fãs adoram ouvir o “Moving Pictures” completo, com as músicas na mesma ordem do disco. O fato de estarmos tocando “The Camera Eye”, que fazia tempo que não tocávamos ao vivo, e os fãs viviam pedindo, é um dos pontos altos. Essa parte é muito, muito legal. Ficamos surpresos como a galera curte “Caravan” e “BU2B” ao vivo, são músicas que gravamos outro dia e todos já conhecem.
REG: Você acha que as pessoas estão comprando essas músicas avulsas, na internet, ou estão fazendo download ilegal?
Alex: Todos estão indo atrás, é isso que explica o fato de o público nos shows cantarem conosco. Não há como deter o download ilegal, mas sabemos que as vendas no i-tunes estão indo muito bem. Temos que conviver com os downloads ilegais porque faz parte do jogo.
REG: Vocês têm tocado o mesmo repertório a cada noite. Planejam mudar algo no Brasil? Da última vez vocês incluíram “Closer to Heart” ao saberem que os fãs daqui gostam dessa música…
Alex: Eu não acho que vamos mudar o set, por que o show é muito coreografado, muita coisa que acontece no palco tem a ver com a ordem das músicas. O que eu descobri nessa turnê é que nós podemos, dentro das próprias músicas, improvisar a cada noite. Por exemplo, quando tocamos “Working Man”, já no final, a cada noite é um pouco diferente. Então temos feito isso em algumas músicas, onde podemos aumentar mais um trecho ou mudar a abordagem ou o arranjo, de uma forma ligeiramente diferente. É bom para o show “respirar” um pouco mais.
REG: Qual a lembrança que você tem dos shows de 2002, no Rio e em São Paulo?
Alex: O que mais ficou na minha cabeça… No Rio, quando tocamos “YYZ”, todo o público ficou pulando e pulando sem parar. As luzes estavam acesas e dá pra ver muito bem isso no vídeo “Rush In Rio”. Em São Paulo o público era bem maior, mas o ambiente era todo um pouco mais frio, mas foi bom também. Todos tivemos ótimos momentos no Brasil, realmente já voltamos pensando em voltar.
REG: Como havia mais público no show de São Paulo, vocês chegaram o cogitar gravar o DVD lá, em vez de no Rio?
Alex: É que o Rio era o último show de toda a turnê e havia algo mágico sobre a história da cidade. Já tínhamos a idéia de fazer lá, foi algo bem planejado, toda a idéia do vídeo. Foi perfeito.
REG: Sobe o disco novo, “Clockwork Angels”, quais detalhes você pode adiantar?
Alex: Bem, até agora temos seis músicas compostas, incluído as duas que estamos tocando na turnê. Estamos tentando fazer outras duas ou três músicas, porque há canções épicas que devem fazer do “Clockwork Angels” um disco de longas músicas, com muitas partes, e muito dinâmico. Há algumas com trechos acústicos, misturado com trechos melódicos e alguns bem pesados, assim como acontece em “BU2B”. Vai ser um disco divertido de se fazer.
REG: Tem idéia de quando vocês lançam esse disco?
Alex: Está tudo planejado, mas sabe como é… esses planos mudam o tempo todo. Mas o que temos agora é que vamos terminar a turnê depois dos shows da América do Sul, voltamos e começarmos a compor o que falta e já começamos a gravar, para manter o frescor das músicas. Provavelmente vamos lançar o álbum no meio do ano que vem, e depois saímos numa pequena turnê no inverno e uma turnê mais longa depois. Mas, como eu disse, isso muda o tempo todo. Basicamente vamos tentar gravar o álbum e fazer uma turnê logo em seguida. Nós não queremos fazer o disco às pressas, esse disco vai ser muito importante e queremos ter a certeza de que tudo está legal antes de lançá-lo.
REG: Vai sair um DVD da “Time Machine Tour” também, né?
Alex: Sim, já estamos vendo isso, mas não temos certeza. Não decidimos sobre o que vai entrar, temos alguma idéias, mas no momento estamos no meio de uma negociação quanto a isso, então não há o que falar.
REG: Além de ser o título do álbum, “Clockwork Angels” é também o nome e uma das músicas?
Alex: É, e é uma música muito legal, mas que ainda não tomou a forma final.
REG: É uma das grandes do CD?
Alex: Nesse momento acho que ela está com mais ou menos oito minutos, mas pode crescer, temos muito para ajeitar. Eu disse: tudo muda o tempo todo!
REG: Se você pudesse comparar o material desse álbum com qualquer período da história do Rush, qual época você escolheria?
Alex: Você sabe que é difícil de dizer? Porque é o tipo de coisa que ainda está se desenvolvendo, não terminamos ainda. Na verdade até “Caravan” e “Brought Up to Believe” foram gravadas quando estávamos em estúdio, mas elas mudam um pouco, sabe? É muito cedo para definir ou comparar com qualquer outra coisa. Do jeito que as coisas estão misturadas vai resultar em algo bem diverso. Eu estou torcendo para termos muitas formas diferentes de tocar, em vez de um formato fechado, como costuma acontecer. Porque nós já fizemos algumas gravações, bem cedo, depois deixamos as músicas de lado. Vamos ter um tipo de abordagem diferente… Eu gosto da idéia de lançar músicas aos poucos, tipo de dois em dois meses. Mas isso faz as coisas funcionarem um pouquinho diferente. O seu gosto é diferente, abordagem diferente…

Alex Lifeson e Geddy Lee durane um dos shows da 'Time Machine Tour', que chega ao Brasil esta semana
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REG: Vocês já pensaram em tocar outro álbum, na íntegra, em turnê?
Alex: Eu acho que com o “Moving Pictures” está funcionando muito bem, era óbvio que, se fizéssemos esse tipo de coisa, seria com este disco. Certamente não faríamos isso com o “Caress of Steel”… Mas eu acho que outros álbuns legais para tocar nos shows seriam o “2112”, talvez o “Permanent Waves”… O “Moving Pictures” é o disco para esse tipo de coisa, sobretudo porque tem “Camera Eye”, que muitos fãs sempre quiseram ver ao vivo.
REG: Está para ser lançado o DVD da série “classic albums” com os discos “Moving Pictures” e “2112”. Fizeram a escolha certa? Como foram as gravações?
Alex: São os mais significativos e acho que eles escolheram também porque despertam curiosidade por parte do público. Mas há boas histórias em outros álbuns que nós fizemos também. A gravação foi legal, eles vieram com os dois discos no mesmo dia… E lembrar o que você fez há 30, 35 anos não é fácil, porque eles perguntam os mínimos detalhes, tipo como você tocou isso, qual guitarra você usou pra gravar aquilo. Eu não me lembro! Mal me lembro o que fiz ontem! Foi um desafio, porque não foi fácil. Ao menos gravaram comigo e com o Geddy juntos.
REG: Vocês estão gravando um novo álbum, entraram para a calçada da fama de Hollywood, para o hall da fama dos compositores canadenses, tem um filme com a história do Rush passando nos cinemas… Estamos vivendo uma espécie de “ano do Rush”?
Alex: Eu não sei o que aconteceu! É uma loucura! Eu vou te dizer: nós sempre fomos populares entre os nossos fãs, claro, mas sempre fomos um pouco subavaliados. Estamos muito felizes com tudo o que temos, esse negócio de maior “cult band”. Agora, por causa do documentário, hall da fama e tudo o que aconteceu, estamos muito mais populares, as pessoas estão mais curiosas porque estão o tempo todo ouvindo falar de nós, lendo sobre nós e tudo isso. É uma coisa diferente, traz uma demanda um pouco maior, e tem ver com estamos mais sob pressão, na verdade.
REG: E como vocês lidam com isso?
Alex: Há mais pessoas para dar atenção, é preciso balançar a mão mais vezes. Eu entendo que isso tudo é uma coisa boa, mas às vezes é cansativo. Mas nos somos caras legais, conseguimos administrar tudo!
REG: Sobre a feitura do filme, foi difícil para vocês abrir as portas para os diretores revirarem a história de vocês? Especialmente o Neil, que parece ser o mais fechado dos três…
Alex: Sim, sim, para mim é fácil. Eles vieram com idéia do fazer documentário e dissemos a eles que precisávamos acertar várias coisas. Mas ficamos animados com a idéia, e não há nenhuma polêmica ou coisa do tipo sobre a qual não se pudesse falar. E eles tinham uma história, um foco sobre como fazer. Então dissemos que não queríamos nos envolver, é o filme eles, não nosso. Combinamos de fazer umas três entrevistas com cada um de nós e dar acesso a todo o tipo de coisa que temos guardado, como fotos, gravações antigas. E eles conseguiram coisas que só fomos ver no cinema, eu nem sei onde, quando ou como arranjaram essas coisas. Quanto ao Neil, ele foi bem aberto ao falar sobre como ele é tímido, como se sente desconfortável com a fama. Acho que ele é uma parte muito, muito importante da história do Rush, e isso ficou bem claro no filme.
REG: Eles propuseram alguma coisa que vocês não toparam fazer?
Alex: Não, mesmo porque nós não nos metemos em nada, não quisemos nenhuma remuneração por direitos autorais. Não quisemos ter nenhuma responsabilidade sobre o conteúdo desse documentário. Não é filme que nós fizemos, mas o filme que eles fizeram.
REG: Você acha que, de alguma forma, esse processo de se abrir para um documentário forneceu novas direções para vocês como artistas de uma banda?
Alex: Eu não sei, às vezes é difícil de dizer, porque olhamos de dentro para fora. E de dentro para fora as coisas continuam as mesmas. Mas o olhar da banda, de fora para dentro, eu acho que talvez seja diferente agora.
REG: Num dos trechos do filme o Geddy diz que pensou que a banda fosse acabar depois dos dramas familiares vividos pelo Neil. Você acha passar por essa situação fez a banda voltar mais forte que antes?
Alex: Acho que sim, vivemos uma experiência muito, muito terrível. Foram três, quatro anos que vivi fora da minha vida, um período muito difícil. Tudo poderia acontecer, a banda se desfazer era algo bem próximo de acontecer, era uma hipótese bem real terminar. Mas nós voltamos e trabalhamos duro para voltar aos eixos, e agora, anos depois, estamos sólidos como uma rocha. Estamos tocando bem como nunca tocamos e o show é muito bom, os fãs estão adorando. Estamos realmente bem, e vou fazer 57 anos na sexta…
REG: Parabéns! Falando em festa, como foi o jantar que aparece nos extras do DVD do filme, no qual vocês três ficaram de pileque…
Alex: Eu não vi ainda! E posso te dizer que não me lembro muito daquela noite. Tivemos uma noite muito boa, nos divertimos muito. Fazia um tempo que não víamos o Neil, então foi bom para eu e o Geddy passarmos aquela noite com ele. Foi a última coisa feita pelos diretores, porque eles perceberam que não tinham gravado nada de nós três juntos. Então sugeriram esse jantar, acabou sendo uma boa forma de nos mostrar como nós mesmos.
REG: Esse é o tipo de programa que vocês fazem sempre ou só quando estão na estrada?
Alex: Nem na estrada, porque o Neil viaja separado de nós. Bem, toda noite nós jantamos juntos. Nós viajamos no ônibus e o Neil vai de moto a todos os lugares em que é possível fazer isso. Numa turnê acaba que só jantamos os três juntos em um ou dois shows. Geddy e eu saímos juntos sempre nas folgas e comemos juntos.
REG: O filme mostra que vocês dois são mais próximos e o Neil mais afastado…
Alex: Mas quer saber? Na estrada, depois de 36 anos viajando, você deve achar a melhor maneira de passar por isso, como se sentir melhor durante uma turnê. Para ele é guiando a moto dele, o faz ficar invisível. Então eu respeito isso. Eu jogo golfe, porque me tira do quarto de hotel por uma cinco ou seis horas. O quarto é como uma prisão pra mim. O que eu preciso para ficar bem numa turnê é ficar o mínimo necessário num quarto de hotel.
REG: Outra cena interessante no filme é quando Geddy diz que, durante o processo de gravação do álbum “Hemispheres”, vocês não conseguiam gravar a música “La Vila Strangiato” num único take. Como vocês fazem para tocar essa musica ao vivo? Vocês mudam muito, no show, em relação à versão do disco?
Alex: Eu acho que quando gravamos “La Vila Strangiato” nós gravamos duas vezes em dois takes. Gravamos tudo duas vezes e editamos. Em “Xanadu”, no disco anterior, nós fizemos num take só, na primeira vez em que gravamos.
REG: Qual das duas é mais difícil de tocar?
Alex: “La Villa Strangiato”, sem sombra de dúvida, é muito mais difícil. Tem muitas partes que são muito rítmicas. Nós tocamos essa música no início do bis, e é muito divertido de tocar, porque podemos brincar com a estrutura, o Geddy não precisa cantar, podemos agitar mais no palco.
REG: Mas, enfim, vocês fazem exatamente a versão do disco ou mudam alguma coisa?
Alex: Sempre tentamos fazer tudo igualzinho aos discos, exceto se tiver algo no repertório de muito antigo ou se formos juntar com outras músicas. “Working Man”, por exemplo, tocamos diferente a cada noite! É bom, e faz bem para nós nos divertirmos também. No caso de uma música como “Strangiato” é muito difícil de tocar toda a noite, numa versão bem próxima da do álbum, mas nós tentamos.
REG: Qual período do Rush nesses 42 anos foi o mais legal pra você?
Alex: Taí uma coisa difícil de dizer, porque agora as coisas estão realmente muito boas. Quando você é novo sua abordagem é outra, há uma energia diferente. Eu sei lá, acho que depois de muito tempo estamos vivendo nosso melhor bem agora. Provavelmente somos mais populares do que já fomos em qualquer uma das fases. Acho que estamos tocando melhor do que já tocamos. E estamos fazendo turnês com o mesmo tamanho de quando tínhamos 20 anos. Temos mais a cabeça no lugar… viajar é sempre difícil, sinto saudades da minha família, mas você acaba equilibrando as coisas.
Geddy Lee à frente de Neil Peart e a bateria projetada especialmente para a 'Time Machine Tour'
Geddy Lee à frente de Neil Peart e a bateria projetada especialmente para 'Time Machine Tour'

sábado, 2 de outubro de 2010

A democracia...


"A democracia é a pior forma de governo, exceto todas as outras que têm sido tentadas de tempos em tempos."

Winston Churchill, primeiro ministro inglês na segunda guerra mundial, ou mais conhecido como o cara que fala na abertura do show do Iron Maiden.

Rock é cultura