domingo, 31 de outubro de 2010

Em nome da Liberdade

Este post representa iedéias de um dos escritores deste blog, eu( Rafael de Mesquita), e não de todos, assim como também não há nenhuma filiação partidária nele, então por favor, não procure coisas onde não há :)

Pois bem, hoje terminou mais um processo eleitoral brasileiro, onde escolhemos alguns de nossos representatnes políticos, que deverão cuidar para o bem geral e evolução da nação. Inclusive o mais alto cargo profissional do país(acho que posso afirmar isso), o de Presidente da República.
Entretanto venho aqui fazer uma análise, me focando neste momento na campanha eleitoral. Ao meu modo de ver, as campanhas eleitorais se tornaram um concurso de marketing, vence a melhor equipe de marketing. As campanhas, extremamente onerosas, não se preocupam em mostrar o que realmente cada candidato tem de propostas ou idéias (poderíamos ter surpresas). Mas o que vejo são ações feitas para coletar votos através de técnicas para obter clientes.

Outro ponto, durante o 1º discurso da recém eleita presidente Dilma Roussef, houve um ponto em que ela falava o seguinte
"O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável."
E o que vem em minha mente é : "Sim, o povo aceita (aceitamos)". Caro leitor, não se engane, nos aceitamos isso, e não é de agora. Aceitamos ter o mínimo. E não somos inocentes nessa história.
E como acontece constantemente, meus dedos perdem para minha mente em transparecer idéias, logo o texto acaba aqui, um pouco aquém do que eu esperava.


discurso da presidente, completo

The Pub e Empire Records dão aula de desrespeito ao público!

Em maio de 2009, o Motorhead teve sua world tour passando pela nossa capital. Na ocasião, o Matanza foi a banda de abertura. Tudo isso em plena quarta feira hehe. Na postagem desse show, eu comentei sobre a banda brasileira. Vejamos:

O evento começou com a banda Matanza, por volta das 21:10, dez minutos após o programado. Com um som basicão e com um vocalista estranho, porém carismático, o Matanza aqueceu o sangue da galera, principalmente do seu fã clube presente. A proposito, essa é uma das bandas de estrada mais respeitada no país, podendo até ser considerado um dos grandes do rock nacional. Ao fim do show, o vocalista Jimmy falou com sua voz estranha o que todos não pareciam acreditar: " pois é pessoal, agora deixo vocês com os caras do Motörhead!!!"

Pois é, apesar de não ser grande fã da banda eu curti o show e passei a reconhecer o peso da banda dentro da nossa cena. Verdade seja dita, ela é uma das bandas que fazem a melhor conexão entre underground e o mainstream. 

Em agosto de 2009, a banda voltou para Fortaleza e se apresentou no Awake Festival e mais uma vez fez um show divertido. Foi justamente por ter um show divertido e ter convecido nas suas apresentações anteriores que o Matanza atriu uma boa parte da nossa galera para o The Pub para mais uma apresentação na nossa capital.

Então vejamos. Como eu falei no poste do Motorhead, a banda Matanza tem uma fiel legião de fãs e consegue atrair muitos curiosos ( como nós!). Então, por que diabos a porra da produtora achou que a o the pub ia dar de conta nesse show???

Aliais, foi uma série de erros e equívocos de organização que me fizeram ter o pior show da minha vida e um dos dinheiros mais mal gastos. Vamos aos fatos:

Chegamos ao The Pub por volta de 19h20min. Ao chegar por lá, o Italo me conta que a Walking Back  to Hell não iria se apresentar. Ou seja, paguei por três bandas, mas agora só veria duas, mas até ai é o de menos. Tinha um amotoado de pessoas na frente da entrada e nada estava organizado. Resolvemos então dá uma volta pra comer e depois de meia hora retornamos ao The Pub, quando ficamos sabendo que a banda A Trigger to Forget estava tocando a sua primeira música. Então fomos para a fila. Na minha cabeça eu pensei: "vamos perder mais umas duas músicas mas pelo menos pegamos a metade do show". Engano meu! Passamos mais de um hora, repito, mais de uma hora na fila que simplesmente não andava! Não é jeito de falar não, a fila não andava e, detalhe, o show da Trigger estava rolando. Ou seja, perdemos o show da Trigger to Forget! Então vamos as contas: pagamos por três bandas e não assistimos duas. A coisa estava começando a ficar tensa.

Muito tempo na fila, conversa vai e conversa vem, acabamos ficando lá esperando e  se desgastando sem nem mesmo curtir um segundo. Mas isso não era o fundo do poço. Imagine vc numa fila e durante a espera o show da banda principal começa! Legal, não? Ai a revolta começou a tomar o público na fila e o empurra empurra começou a ficar mais forte rumo à porta da casa. O desespero foi tanto que a porta do local foi quebrada. Além disso, um amontoado de cacos de vidros estava na porta do the pub, gerando risco para o público que estava desesperado para entrar! Gritaria e muitos xingamentos foram proferidos e os funcionários da casa estavam visivelmente alterados diante do despreparo para contonar tais situações. Depois de umas 5 músicas, eis que entramos no "show". Ao entrar no local, vimos que estava superlotado, não tinha nenhum canto mais sossegado.

Aqui vale um ponto de esclarecimento sobre a estrutura do local: O The Pub é uma casa noturna típica, ou seja, não foi feita pra comportar grandes eventos. A sua estrutura é até interessante se considerarmos shows pequenos. Temos dois ambientes, um mais pra curtir o show e outro mais pra se enturmar. Mas no caso do show do Mantaza, a única coisa que havia era superlotação!!! Tentamos passar pro ambiente do show, mas estava intrasitável. O Bruno ficou logo de cara no caminho. Depois eu e o girino. No local do show ficaram apenas o Italo e o Kássio. No ambiente do show, estava maior empurra empurra. Era muita gente fumando e não raro derramavam bebidas em você. Simplesmente não dava pra ficar sossegado e curtir o show. Pra piorar, apenas um ar condicionado e uns dez ventiladores tentavam manter a temperatura local num nível minimamente humano. Mas tudo era em vão. O The Pub se mostrou uma verdadeira estufa e até mesmo o vocalista da banda, com toda sua pose de machão reclamavamconstantemente do calor insuportável. Então vamos juntar as peças: bebidas + fumaça + calor + ambiente lotado = pessoas passando mal! Isso mesmo.

Enquanto o Italo e o Kássio lutavam dentro do ambiente do show, eu fiquei na parte teoricamente mais calma. Mas essa estava lotada e tudo que dava pra ver de lá era um telão mostrando o show. Isso pode até ser na cabeça dos produtores uma grande ideia, mas na verdade é uma grande bosta. Ninguém vai ao show pra conferir as coisas do telão e pior, quem estava de fora, podia ver o show no telão também. Ou seja, tanto faz se vai ter show pra todo mundo, eles só queriam vender ingresso. Perto do nosso grupo, tinha um cara e sua namorada e ambos cantavam todas as músicas, mas estavam vendo o show pelo telão pq não tinha espaço no outro ambiente.

No final das contas, paguei pra ver três bandas e só vi apenas... opa, eu não vi nenhuma. Grande evento!

Na saída, pra variar, mais confusão pra poder passar o cartão de consumação, tendo até mesmo quebrado o vidro que separa a funcionária do caixa e o público. Pra fechar o caixão, basta citar que o show foi em véspera de eleição, ou seja, 23 horas não tinha mais nada.

Pra não dizer que eu só fico implicando, foi o melhor som de uma apresentação do matanza na nossa cidade. Mas ponto final.

Em síntese, foi o pior evento de rock que eu já presenciei na minha vida e tudo isso graças ao The Pub e a Empire Records. Um desrespeito total. Venderam uma carga de ingresso bem maior que a capacidade da casa, ou vai me dizer que ver pelo telão é válido? Ou que importa é entrar na casa e curtir a festa num ambiente sem qualquer conforto?

Quem quiser, peça o seu dinheiro de volta.