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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O que dizer sobre o Ceará in Rock 2012?

Semana passada, enquanto arrumava as malas para partir rumo à região serrana de Baturité para curtir um carnaval bem diferente do que rola pelo resto do país, eu escrevi uma postagem exaltando a ocorrência inédita de um festival completamente destinado ao rock durante o período carnavalesco.

O Ceará in Rock 2012 tinha tudo para ser a maior edição da história do evento. Com um cast de bandas que incluía a metal ópera Soulspell ( em duas noites - uma como tributo ao avantasia e outra com seu material autoral), a brutal Torture Squad, o retorno de Renato Tribuzy, a empolgante Hail, além de trazer Zak Stevens para cantar os clássicos da Savatage, a maior banda de metal sinfônico dos Estados Unidos. Somando-se aos destaques nacionais e internacionais, teríamos nomes de valor da cena local, ou seja, o cast estava muito forte. Além das atrações era prometida uma ampla estrutura (camping, transporte, banheiros, alimentação e etc) que daria aos headbangers cearenses a possibilidade de transformar a Serra de Baturité na meca do rock cearense.

Enfim, no plano das ideias tudo era perfeito, mas a execução, essa sim a parte mais importante e que tem o condão de definir ou não qualidade do evento, ficou muito a desejar. Muito mesmo!

O local do evento era um campo de futebol de terra batida que ficava a 2 Km da região urbana de Mulungu, o que não faria a menor diferença se tivesse sido feita uma intervenção da produção para providenciar a estrutura necessária que traria o mínimo necessário de conforto para os consumidores do evento.

Um dos serviços oferecidos, o camping, era desprovido de qualquer estrutura que justificasse os 50 reais investidos para a sua fruição. Não havia segurança, a iluminação era precária e os "banheiros" não ofereciam a mínima condição de higiene (se para os homens o negócio era sofrido, imagina para as mulheres). As barracas disputavam espaço com os carros que ali estacionavam, além de ficarem a beira de uma estrada, representando um risco ainda maior. 

Quanto à parte de alimentação, um prédio mal conservado ficava responsável para abrigar a cozinha do festival e um pequeno fogão tinha que dar de conta de todos os pedidos, fazendo com que o atendimento, apesar do esforço e da atenção das atendentes, fosse precário.

A área de shows era bem ampla e tinha a possibilidade de abrigar um público bastante considerável, mas o palco era pequeno e apertado, ficando bem abaixo da estrutura que foi montada para a segunda edição do festival em 2009. Quanto ao som, podemos dizer que esse, na parte estrututal, foi o forte do evento. Como sempre, mantendo o padrão sonoro do festival Ceará in Rock, a qualidade estava muito boa e dava pra maior ouvir parte dos instrumentos com clareza.

Mas quanto aos shows, o que dizer?

No primeiro dia eu não fui, pois estava prestigiando o Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga. Mas pelo que pude ouvir, muitos conflitos ocorreram entre algumas bandas e a organização, fazendo com que algumas deixassem de tocar no evento. Sobre os shows que ocorreram, só tive a informação de que o show de Zak Stevens foi realmente muito bom, embora a platéia que prestigiou a apresentação fosse um número constrangedoramente pequeno.

No domingo, dia em que compareci, nós tivemos os seguintes shows:

Burning All Hate: a banda parecia visivelmente chateada com o público presente. Além do vocalista comentar isso durante a apresentação, eles tocaram uma música atrás da outra com pouca interação com a platéia. Eu sei que deve ser frustrante para uma banda tocar naquela situação precária, mas o músico tem que entender o lado do público, que está ali pra ver uma apresentação forte e envolvente. Ao menos podemos dizer que a banda manteve a palavra e tocou apesar de todos os problemas.

Knights: outra banda que eu não conhecia e que me agradou, especialmente pelo vocalista que se apresentou como se tivesse no Rock in Rio e se dedicou 100% para a apresentação, interagindo muito com o público e fazendo o clima do festival melhorar bastante. Enfim, estão de parabéns esses caras.

Final Profecy: tocando um autêntico power metal, a banda ajudou a manter o sangue quente da galera. Guitarras bem melódicas e vocal com muitas notas altas, a banda me fez sentir nos anos 90. O único porém ficou para os problemas de voz do vocal, que teve que superar uma amidalite para realizar todo o show. Ao fim da apresentação a voz do cara apresentava muito cançaso, mas eles conseguiram terminar.

Warbiff: apesar da presença do guitarrista da banda no local do show, a banda não se apresentou. Uma pena, pois o show deles é muito bom.

Krenak: eles tocaram? Fico na dúvida, mas acho que não.

Obskure: eles já tiveram melhores apresentações, como no Ceará in Rock 2008, mas a qualidade da banda ainda estava presente. Vale ressaltar que o grupo se prepara para o histórico Metal Open Air!

Comando Etílico: Não tocou!

Scud: A banda veio lá do Piauí e impressinou. Ressalta-se o profissionalismo da banda que contou com equipe própria no festival e próprio stand de venda, com vários produtos da banda. Na parte musical, uma mistura muito forte de várias espécies do gênero metal, fazendo da apresentação um dos momentos fortes da noite. O baterista da banda toca muito bem e com muito vigor, sendo muito divertido vê-lo ao vivo.

Tribuzy: cara, apesar de todos os bons nomes do festival, foi essa a banda que fui ver. Apesar de apenas um cd lançado, tenho muito apreço pelo trabalho do Renato, pois o Execution é uma peça forte e sólida de um heavy metal feito com muita excelência. Execution é sem sombra de dúvidas um dos trabalhos que mais escutei na década passada e queria muito ver ao vivo as suas canções. O show não ocorreu e nenhum esclarecimento foi feito na hora, como se o público não tivesse direito de saber o que ocorreu. Uma enorme questão ficou em aberto, mas isso eu vou falar daqui a pouco.

Torture Squad: Essa banda é foda! Os caras subiram ao palco e tocaram com muita força e empolgação. A banda confirmou a excelente fase que atravessa. Na linha de frente Vitor Rodrigues, Castor e Evaristo tocavam de maneira alucinada enquanto Amilcar Christófaro batia de forma intensa na sua batera. Apesar de todos na banda contribuírem para o espetáculo, não há como deixar de destacar a performace de Vitor Rodrigues, com seu vocal agressivo e viceral, dando toda a dimensão caótica necessária para o som do Torture. Além de uma voz infernal, Rodrigues dominava o público na palma da mão, dando uma aula de como ser um frontman numa banda. O pesar é que o show banda foi muito curto, especialmente em se tratadando da atração principal da noite, pois a banda foi forçada a executar um set list muito mais curto. Apesar do show grandioso, não dá pra esconder a decepção em não ver o Torture em sua plenitude e sim apenas uma parte do seu show.

Feito um resumo dos shows das bandas, cabe compartilhar algumas informações: 

1 - Todos os shows das bandas locais foram muito curtos, tendo direito a apenas quatro músicas por banda (lembrando que no edital de seleção das bandas locais, as bandas selecionadas teriam direito a 40 minutos de apresentação);

2 - Além disso, vários shows não ocorreram, e entre eles o do Tribuzy, uma das atrações principais da noite;

3 - Os shows, para não perder o costume, começaram atrasados;

4 - E os shows gratuitos que iam rolar? Nem se teve notícia.

5 - Dentro da area de show não tinha comida pra vender, apenas refrigerante e água, e quem tinha entrado não podia sair (pelo menos esse foi o critério usado pelo segurança do evento)

5 - O festival foi cancelado sem nenhum pronunciamento oficial na hora do evento. Os consumidores que ali estava foram deixados sem nenhuma justificação. Para obter alguma informação era necessário procurar diretamente o produtor o que devia ser na verdade o contrário. Algumas pessoas só tiveram ciência do cancelamento na segunda de manhã e, enquanto isso, uma nota oficial saia na internet, mas nada foi dito pessoalmente;

O que se pode retirar das palavras acima escritas é que o Ceará in Rock 2012 passou longe do sucesso esperado. Mais uma vez houve muita vontade de fazer algo positivo e significativo e mais uma vez a concretização de tais objetivos não foi possível. É muito bom ver como a Incartaz acredita na nossa cena e busca promover sempre novos eventos e inovar no serviço oferecido, todavia não é a primeira vez que a mesma tropeça na hora do realizar a sua prestação de serviços, dando ao Headbanger, que nessa história é consumidor tb, um produto abaixo do esperado. Talvez seja hora de repensar as metas e buscar a realização de pequenos eventos que, se não terão muitos impactos de mídia, poderão servir para estabelecer um novo padrão de qualidade nos eventos de rock do estado do ceará que, em regra, são insatisfatórios.


Alguns pensamentos avulsos:

1 - O fracasso do evento é culpa do público?

De forma alguma! Todo mundo que frequenta a cena cearense sabe de suas limitaçõe e até desconfiava da viabilidade do Ceará in Rock 2012. O público não ir não foi surpresa, pois até os shows da capital sofrem com esse problema. Agora, se mesmo diante desses fatores que ostentavam o risco do evento, o mesmo foi "organizado" e comercializado, é obrigação da produtora cumprir com o serviço na forma que ele foi oferecido na sua divulgação. A oferta vincula o ofertante! É um princípio básico das relações de consumo. Além disso, os riscos da atividade empresarial correm para a empresa e não para o consumidor. É meu filho, ser empresário não é fácil não!

2 - Vc nunca produziu um show, então não pode falar nada!

Nunca produzi um show, mas tenho noção do quanto é difícil tamanha tarefa. Justamente por isso é que se deve ter a noção se um determinado evento é executável e viável. Não dá pra ficar arriscando de qualquer forma.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Greenday Eco Festival

No último fim de semana, no dia 17 de Dezembro, Fortaleza recebeu o Green Day Eco Festival, no Dragão do Mar, que teve como bandas maiores da noite Dado Villa Lobos e Detonautas.
Bem, eu já sou um fã do trabalho do Detonautas e tenho curtido cada vez mais o caminho que a banda vem tomando. Inclusive, pra quem quiser conhecer mais, todas as músicas dos caras (inclusive as novas) estão no www.soundcloud.com/detonautas . E além disse, havia Dado Villa Lobos cantando as músicas do Legião Urbana, além das próprias. E eu não conhecia as músicas dele pós Legião, mas o fato é que no mínimo valia muito a pena ir conferir!
Cheguei cedo, por lá e pude ver e aproveitar a estrutura do festival. Foi tudo organizado na Praça Verde, a estrutura do palco era bastante boa, havia um camarote q me pareceu meio non sense, mas não atrapalhava em nada pros que não estavam lá. Outra coisa q gostei da estrutura, estavam distribuindo frutas de graça no inicio do show! Uvas,maças,... eu fiz logo meu pequeno lanche heheh..
Isso fazia parte da idéia do festival, que já havia começado mais cedo com algumas palestras e debates com o tema "Rio - 20 Caminhos para sustentabilidade".
O shows da noite começaram com Stefano e Gig band fazendo um show misturando autorais e covers em estilo que surfava entre o pop rock e o reagee. Sempre tem aquela certa insatisfação de público que está ansioso pra ver os headliners da noite, mas os caras não deixaram a desejar.
Em seguida houve uma apresentação de teatro, da peça Gaia. Esta peça foi na verdade partida em várias partes, cada cena acontecia entre um dos shows. Esta primeira cena foi um tanto cansativa e não pareceu agregar muito ao público, mas as cenas seguintes que tiveram um ar completamente circense deixaram várias pessoas impressionadas com os malabarismos dos artistas! Eu me senti quase como uma criança vendo um circo que chegou na cidade.



Trazendo um som bastante regional, ora puxando para Luiz Gonzaga ora para Chico Science, a banda Dona Zefa garantiu sua parte da boa mescla de sons na noite. O show da banda foi encerrado com o Hino Nacional cantado timidamente por alguns. Será que cantaremos em alto e bom som o nosso hino? E será que isso é bom? Isso é outra conversa :)
Então vinha ao palco um dos membros da banda que é a banda de rock de maior destaque da história do Rock brasileiro, Legião Urbana. Dado Villa Lobos começou o show tocando suas músicas do seu álbum solo "Jardim de Cactus" e que diga-se de passagem são bem legais! Mas o público ficava insistentemente pedindo Legião Urbana. Aqui pensava uma coisa. Deve ser foda pro cara ter participado de uma banda tão grande e ter uma história musical como a dele porque de certa forma ele fica sendo lembrado pelo que ele já fez, e pouco reconhecido por que ainda pode trazer de novo.
Voltando ao show, depois de tocar algumas autorais, e que estavam espalhando sua energia ao público, mesmo sem conhecer as músicas em sua maioria. E lógico que o público cantou em alto e bom som as músicas do Legião que desde muito tempo parecem falar com a voz de muitos brasileiros. As canções do Legião tem essa bela capacidade de colocar nas palavras certas o que muitas vezes se esconde no coração de tantos sem saber como sair.



Ainda houve uma participação de um vocalista cearense durante o show, convidado pelo Dado, que cantou algumas músicas dele mesmo e pareceu aproveitar bem o momento heheh..
E mais tarde, eis que chega o momento que era o mais aguardado da noite, de uma forma geral, o show do Detonautas! Mas antes disso, o Sr. Villa Lobos volta ao palco para cantar Que País é esse juntamente com Tico Santa Cruz. E quem acompanha Detonautas sabe que cada vez mais o contexto da banda vem sendo cercado por um contexto político bem crítico e sobretudo, em busca de concientizar o cidadão da busca de informação e da sua luta pelos seus direitos. No já conhecido refrão de Que País é Esse, onde o público normalmente responde a pergunta "Que Pais é Esse?" Com um "É a porra do Brasil", Tico pediu para que mudassem isso para "Amazônia é nossa", falando que quando se diz que essa é a porra do Brasil, estamos nos referindo a nós mesmos também, pois nós somos o país.
Pouco depois é iniciado o show do Detonautas que veio tocando várias músicas de todos os seus álbuns e que fez com que o público pulasse e cantasse muito!! Era uma cena bonita de ver a reação do público, e uma sensação ainda melhor é a de participar! O show vinha recheado com conversas com o público e garantindo a participação de todos. Esse foi com certeza o melhor show do Detonautas que eu já vi! E um dos melhores do Rock Nacional também.
E a banda também veio pronta pra fazer um baita show, sem se preocupar em tocar apenas as mais conhecidas ou com o horário de terminar!! Inclusive o próprio fim do show foi bem interessante. Quando a banda terminou de tocar, Tico veio com um "Vocês acham que acabou??" E o DJ (Cléston) da banda ficou tocando algumas músicas, que em outras show normalmente só são o plano de fundo enquanto o público vai embora, mas nesse caso, virou parte do show! Tico continuou no palco agitando a galera enquanto Cléston botava pra tocar System of A Down, Nirvana e por ae vai e show só foi parar depois de muita insistência da produção do Dragão hehehe...



Enfim, um show que não vi ngm não sair satisfeito! Detonautas já é a algum tempo e continua sendo pra mim, uma das melhores representantes do que há de melhor no Rock Nacional!!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Arising Angra

O Angra é facilmente uma das bandas mais citadas nos cinco anos de história do nosso blog. Talvez por isso eu tenha esperando mais de um dia pra começar a escrever o relato da apresentação do último domingo. Eu pensava no que poderia escrever e em que poderia acrescentar em relação ao que já foi dito por nós sobre a banda. Conseguindo ou não inovar eu sabia que não ia deixa esse show passar batido pelo blog.

Muita coisa que cercou esse show foi diferente dos anteriores. A começar pela empolgação. Antes, show do Angra era sinônimo de uma comitiva da nossa galera, as vezes passando perto das dez pessoas, como no show do retorno; até o Almah arrastava um bom número do nosso grupo. Mas dessa vez não, e o que aconteceu? Muita coisa.

Primeiramente posso citar um efeito eclipse que o Rock in Rio e a busca insana pelos seus ingressos fez que qualquer outro evento de rock fosse pensado de maneira secundária ( ou terceária, se lembrarmos de certa banda inglesa que vai passar por ai :P). Somado a isso, nós temos um show realizado num domingo, a noite, num local distante. E esse é um ponto bem chato!

A nossa cidade está totalmente desprovidade de locais para a realização de eventos de rock de médio porte. Além de ter que satisfazer as questões de espaço, a nossa cena tem que procurar lugares distantes para se refugiar da perseguição da nossa singela secretária do meio ambiente, que em vez de se preocupar com ocupações desordenadas no porto das dunas ou o massivo desrespeito do parque do cocó. Diante desse diagnóstico triste, a nossa cena encontrou na distante praia do futuro uma forma de realizar os eventos sem os incomodos de outros lugares. Mas isso tem um alto preço para o fã. A acessibilidade do local não é das melhores e piora ainda mais se for no domingo, como no caso do show em comento.

Com isso, eu demorei muito pra me empolgar com a apresentação, até certo ponto contrariado pq a galera não iria completa. A empolgação começou a crescer na semana do show quando passei a escutar a discografia da banda e relembrar tantas músicas que eu tanto adimiro e que fazem parte da trilha sonora da nossa galera.

Ao show fomos apenas o Italo e eu, sem saber ao certo como seria a volta, ao melhor estilo do show do Shaman em 2005. Ao chegar o local e ver toda pessoal esperando o show me fez ficar bem mais empolgado, empolgação esta que esfriaria com a longa espera na fila e depois dentro local do show que atrasou em uma hora e meia. Mas ao apagar das luzes e o primeiro sinal de vida da iluminação o clima de show começou a voltar.Mas ápice só veio mesmo com os primeiros segundos da introdução Vinderunt te aqua, seguida de Arise Thunder. Uma autêntica abertura de um show de metal melódico onde é despejada toda força e energia da banda, já empolgando o público e deixando todo mundo com ainda mais vontade de show. O que se viu em diante foi uma sequência de clássicos da banda intercalados com faixas da novo trabalho e é impressionante ver como a banda possui muitos clássicos e que se fosse pra tocar todos o show teria que durar uma quatro horas. Com o tempo fui me convencendo que estava finalmente presenciando o Angra com toda sua capacidade. Em 2005 tinhamos um Edu Falaschi doente e um festival despreparado para receber o metal, em 2009, no histórico show do retorno, tivemos uma apresentação mais intensa, mas que deixava transparecer que a banda ainda estava procurando o melhor entrosamento e no awake festival a acústica da casa não ajudou muito, embora nessa apresentação o clima bacana do festival deu um tempero a mais na apresentação. Mas o Angra que eu vi nesse domingo foi com os músicos em ótima forma, entrosados e bem confiantes do que deviam realizar. A montagem do show foi bem legal e fez com que as duas horas fluissem de maneira bastante agradável. Afinal, uma apresentação com Carry On, Lisbon, Heroes of Sand, Nova Era, Spread Your Fire não tem como ser ruim.


Ao final do show, uma tradional levada de covers com os instrumentos trocados. Nesse momento os destaques vão para o Felipe Andreoli que se sente extramamente a vontade atrás do set de bateria e o guitarrista altamente canastrão Ricardo Confessori.

Depois de mais de um ano do seu retorno, ainda é muito bom ver e perceber como é legal ter o Angra de volta. Toda história do grupo, qualidade de seus músicas e a capacidade do grupo em renovar a sua base  de fãs é algo muito imporante para a cena, em que pese o trolls do orkut. Foi possível perceber agora, que cada vez mais o Edu Falaschi se firma como a voz do Angra depois de dez anos de contribuição e dedicação ao grupo.

Após o show, a volta foi de buzão e demorou pra caramba, especialmente no terminal. Mas voltar a viver os sufocos dos primeiros anos e com a banda favorita dos primeiros anos valeu muito a pena e na cabeça passava uma ideia: ver essa banda no Rock In Rio.

domingo, 31 de outubro de 2010

The Pub e Empire Records dão aula de desrespeito ao público!

Em maio de 2009, o Motorhead teve sua world tour passando pela nossa capital. Na ocasião, o Matanza foi a banda de abertura. Tudo isso em plena quarta feira hehe. Na postagem desse show, eu comentei sobre a banda brasileira. Vejamos:

O evento começou com a banda Matanza, por volta das 21:10, dez minutos após o programado. Com um som basicão e com um vocalista estranho, porém carismático, o Matanza aqueceu o sangue da galera, principalmente do seu fã clube presente. A proposito, essa é uma das bandas de estrada mais respeitada no país, podendo até ser considerado um dos grandes do rock nacional. Ao fim do show, o vocalista Jimmy falou com sua voz estranha o que todos não pareciam acreditar: " pois é pessoal, agora deixo vocês com os caras do Motörhead!!!"

Pois é, apesar de não ser grande fã da banda eu curti o show e passei a reconhecer o peso da banda dentro da nossa cena. Verdade seja dita, ela é uma das bandas que fazem a melhor conexão entre underground e o mainstream. 

Em agosto de 2009, a banda voltou para Fortaleza e se apresentou no Awake Festival e mais uma vez fez um show divertido. Foi justamente por ter um show divertido e ter convecido nas suas apresentações anteriores que o Matanza atriu uma boa parte da nossa galera para o The Pub para mais uma apresentação na nossa capital.

Então vejamos. Como eu falei no poste do Motorhead, a banda Matanza tem uma fiel legião de fãs e consegue atrair muitos curiosos ( como nós!). Então, por que diabos a porra da produtora achou que a o the pub ia dar de conta nesse show???

Aliais, foi uma série de erros e equívocos de organização que me fizeram ter o pior show da minha vida e um dos dinheiros mais mal gastos. Vamos aos fatos:

Chegamos ao The Pub por volta de 19h20min. Ao chegar por lá, o Italo me conta que a Walking Back  to Hell não iria se apresentar. Ou seja, paguei por três bandas, mas agora só veria duas, mas até ai é o de menos. Tinha um amotoado de pessoas na frente da entrada e nada estava organizado. Resolvemos então dá uma volta pra comer e depois de meia hora retornamos ao The Pub, quando ficamos sabendo que a banda A Trigger to Forget estava tocando a sua primeira música. Então fomos para a fila. Na minha cabeça eu pensei: "vamos perder mais umas duas músicas mas pelo menos pegamos a metade do show". Engano meu! Passamos mais de um hora, repito, mais de uma hora na fila que simplesmente não andava! Não é jeito de falar não, a fila não andava e, detalhe, o show da Trigger estava rolando. Ou seja, perdemos o show da Trigger to Forget! Então vamos as contas: pagamos por três bandas e não assistimos duas. A coisa estava começando a ficar tensa.

Muito tempo na fila, conversa vai e conversa vem, acabamos ficando lá esperando e  se desgastando sem nem mesmo curtir um segundo. Mas isso não era o fundo do poço. Imagine vc numa fila e durante a espera o show da banda principal começa! Legal, não? Ai a revolta começou a tomar o público na fila e o empurra empurra começou a ficar mais forte rumo à porta da casa. O desespero foi tanto que a porta do local foi quebrada. Além disso, um amontoado de cacos de vidros estava na porta do the pub, gerando risco para o público que estava desesperado para entrar! Gritaria e muitos xingamentos foram proferidos e os funcionários da casa estavam visivelmente alterados diante do despreparo para contonar tais situações. Depois de umas 5 músicas, eis que entramos no "show". Ao entrar no local, vimos que estava superlotado, não tinha nenhum canto mais sossegado.

Aqui vale um ponto de esclarecimento sobre a estrutura do local: O The Pub é uma casa noturna típica, ou seja, não foi feita pra comportar grandes eventos. A sua estrutura é até interessante se considerarmos shows pequenos. Temos dois ambientes, um mais pra curtir o show e outro mais pra se enturmar. Mas no caso do show do Mantaza, a única coisa que havia era superlotação!!! Tentamos passar pro ambiente do show, mas estava intrasitável. O Bruno ficou logo de cara no caminho. Depois eu e o girino. No local do show ficaram apenas o Italo e o Kássio. No ambiente do show, estava maior empurra empurra. Era muita gente fumando e não raro derramavam bebidas em você. Simplesmente não dava pra ficar sossegado e curtir o show. Pra piorar, apenas um ar condicionado e uns dez ventiladores tentavam manter a temperatura local num nível minimamente humano. Mas tudo era em vão. O The Pub se mostrou uma verdadeira estufa e até mesmo o vocalista da banda, com toda sua pose de machão reclamavamconstantemente do calor insuportável. Então vamos juntar as peças: bebidas + fumaça + calor + ambiente lotado = pessoas passando mal! Isso mesmo.

Enquanto o Italo e o Kássio lutavam dentro do ambiente do show, eu fiquei na parte teoricamente mais calma. Mas essa estava lotada e tudo que dava pra ver de lá era um telão mostrando o show. Isso pode até ser na cabeça dos produtores uma grande ideia, mas na verdade é uma grande bosta. Ninguém vai ao show pra conferir as coisas do telão e pior, quem estava de fora, podia ver o show no telão também. Ou seja, tanto faz se vai ter show pra todo mundo, eles só queriam vender ingresso. Perto do nosso grupo, tinha um cara e sua namorada e ambos cantavam todas as músicas, mas estavam vendo o show pelo telão pq não tinha espaço no outro ambiente.

No final das contas, paguei pra ver três bandas e só vi apenas... opa, eu não vi nenhuma. Grande evento!

Na saída, pra variar, mais confusão pra poder passar o cartão de consumação, tendo até mesmo quebrado o vidro que separa a funcionária do caixa e o público. Pra fechar o caixão, basta citar que o show foi em véspera de eleição, ou seja, 23 horas não tinha mais nada.

Pra não dizer que eu só fico implicando, foi o melhor som de uma apresentação do matanza na nossa cidade. Mas ponto final.

Em síntese, foi o pior evento de rock que eu já presenciei na minha vida e tudo isso graças ao The Pub e a Empire Records. Um desrespeito total. Venderam uma carga de ingresso bem maior que a capacidade da casa, ou vai me dizer que ver pelo telão é válido? Ou que importa é entrar na casa e curtir a festa num ambiente sem qualquer conforto?

Quem quiser, peça o seu dinheiro de volta.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Uma noite nada previsivel

Quem foi ao The Pub, neste domingo, contava com uma apresentação da mais célebre banda tributo do Led Zeppelin aqui no nosso país. Conforme o divulgado, a noite seria recheada de clássicos do Led, Deep Purple e autorais da banda. Mas o programado não se cumpriu. Segundo a divulgação, os 50 primeiros entrariam na faixa, mas, suspeitamente, quando o Kássio e eu chegamos, só tinha a produção e os funcionários do bar e mesmo assim disseram que já tinha 50 pessoas presentes. Resultado = pagamos 10 reais. Logo de cara recebemos um papel para anotar o consumo dentro do bar e caso perdessemos o papel, teriamos que pagar 300 reais.
Ao entrar no bar, o espaço era legal. Clipes rolando num telão, sinucas e um ambiente para quem não queria curtir o show e outro para que ia assistir o show. Foram 40 min de espera até que a Black Dog começasse a passar seu som. Com 7 minutos de passagem de som tocando canções instrumentais, a banda inicia a apresentação. Infelizmente não me recordo o nome de todas as canções, mas foram tocadas Dazed and Confuzed,Immigrant Song, Whole Lotta Love, Heartbreaker do Led e Black Night e Stormbringer do Deep Purple. Foram ao todo, apenas sete canções, quando o baixista revela que a banda iria abrir para as apresentações da Sabbatage e da banda Renegados. Quanto a show em si, a banda é muito boa e se sente muito a vontade tocando Led o que deve ser fruto de tanto intimidade com o repertório da banda. Outro destaque da banda é que 3 dos 4 membros da banda cantavam canções sendo que na immigrant dois cantava mao mesmo tempo, mostrando muita qualidade na hora gritinho do Robert Plant.
Apesar de saber que vinham mais duas bandas, ficou uma sensação estranha pois a expectativa era de ver um show de clássicos de deep e led até a exaustão. Após o show da Black Dog, era hora de Sabbatage com direito a Ozzy Osbourne nos vocais eu pelo menos um cara muito parecido que imita o jeito de cantar e falar meio arrastado, com a performace de palco muito parecido. Se o show fosse só dele, já valeria a pena só por ver a perfomace do Ozzy, mas para a nossa sorte, com ele vem uma banda super competente tocando canções como War Pigs, Black Sabbath, N.I.B e Iron Man, entre outras que eu nao me lembro.
Logo após era a vez da Renegados. Na minha cabeça eu pensava: "bem, renegados é massa mas eu pensavar que ia ver Black Dog". Mas com o inicio da apresentação, a banda tocou as já conhecidas ataque blues, asas do vento, navegante do amanhã, botando fogo na galera que parecia, enfim, entrar em clima de show. Era a primeira vez que eu podia assistir a banda tocando num palco e sem estar sentado :D. Na execução da navegante, a banda tocou a tradicional puxada rock + musica regional, chamando a atenção de quem não conhecia e de um pessoal que parecia só ta lá no the pub pq era o jeito hehe. Esse momento foi bacana pq os caras da Black Dog poderam conferir um pouco do rock nordestino. Aplaudido com o show fervorso, o Marcelo chamou o vocalista principal da Black Dog, quando começaram um duelo guitarra e voz. Logo após chamaram o baterista da black dog e com essa formação ( vocais cara da black dog, marcelo e ricardo, baixo romoaldo da renegados e bateria ricardo e outra cara da black dog) eles tocaram algo em torno de 7 músicas como Black Night novamente e Moby Dick com um duelo viceral de bateria. Nesse momento o Marcelo se entregou ainda mais ao show, detonando um litro sozinho huahuahua. Depois sai os caras da Black, sobe um da gaita e rola mais um som. Por fim, uma instrumental e boa noite :D
Em suma, uma grande noite, mas que teve um pouco de decepção quanto as expectativas de ver mais Led Zeppelin. Mas em compensação, vimos no palco o rock do ceará e do rio se unirem em prol do classic rock.

domingo, 3 de maio de 2009

Nova era brings the angels back to life...

Ontem, 2 de maio de 2009, Fortaleza teve a honra de receber o primeiro show do Angra após o hiato de 2 anos.  O show foi marcado também pela volta do primeiro baterista a gravar um álbum oficial da banda, Ricardo Confessori.

A noite no Siara Hall começou com a banda Walking Back to Hell, típica banda em que os integrantes tocam mais para se divertir do que por qualquer outro motivo, porém com bastante competência. A banda fez um show com poucas músicas autorais e um monte de covers, principalmente Judas Priest. Desaque para o vocalista, que é praticamente um clone do Rob Ralford, tanto na forma de cantar como na postura e no visual, e para o guitarrista, completamente indignado com o público, que não parecia conhecer muito da discografia do velho Judas. Ainda teve espaço para Ace of Spades, para quem foi ao show do MotorHead relembrar e quem não foi se arrepender mais ainda.

Em seguida, Samhainfall, talvez a banda mais vezes citada aqui no blog, assumiu o palco. Num show muito bom,  a banda tocou músicas do seu EP The First Sign como Banished from Hell, Never Tell Secrets e Seeds of Fire, além das já não tão novas Night by Night e Before my Time. Excelente show como sempre, botou pra bater cabeça até quem estava se poupando para o show principal.

Terminado o show da Samhainfall começa a tensão. O Angra estava bem perto de voltar à vida novamente bem ali na nossa frente. A expectativa era grande, pois ninguém tinha a mínima noção de como seria o setlist. Nem como estaria a versão 3.0 da banda. Será que o confessori conseguiria segurar a onda nas músicas tocadas originalmente pelo aquiles? Será que o Edu cantaria bem?  Perguntas que estavam próximas de serem respondidas.
Após um tradicional atraso de cerca de 40 minutos, a movimentação no palco começava a indicar que o show estava próximo de começar. Os roadies posicionavam os instrumentos e o tão cobiçado setlist era grudado nas caixas de som do retorno.
Enfim, as luzes se apagam e começa a ecoar pelo siara hall aquela introdução tão familiar. Eu confesso que engoli seco quando ouvi que era Unfinished Allegro, intro de Carry On. E assim começou o show, disparando de cara o maior clássico do Angra e a música que mais gera críticas ao Edu. Passada a euforia do começo da música, deu para perceber um "detalhe" que faria a diferença no show. A banda tomou uma decisão que, ao meu ver deveria ter tomado já há muito tempo, logo que começaram os problemas com a voz do Edu: baixaram mais meio tom nos instrumentos. A banda que já tocava ao vivo com afinação em Eb, agora está tocando em D. Resultado: Edu cantando pra caralho! Simplesmente não parecia o sujeito sofrendo de broncopneumonia tão criticado no youtube e orkuts da vida. Não se pode dizer que a voz dele voltou a ser o que era em 2001, mas com certeza houve uma melhora significativa e ele voltou a cantar MUITO. Como eles já vinham fazendo na turnê anterior, Carry on pára no solo de bateria e emenda com Nova Era, primeira chance de ver o Confessori tocando uma música da era Aquiles. Resultado: foda! Como baterista experiente que é, ele não tentou seguir à risca as linhas de bateria originais. Ao invés disso, colocou seu toque pessoal nas músicas. Quem estava achando que o Angra perderia peso com a troca de bateristas se enganou miseravelmente, o Confas adiciona uma dinâmica muito interessante, fazendo levadas mais swingadas quando a música pede, mas sentando o braço quando é necessário. Em seguia veio Waiting Silence quando o público deu aquela paradinha para respirar e observar a banda com mais calma. Nessa música deu pra ver a empolgação do Rafael Bittencourt, que lembra muito o Steve Harris ao vivo (já posso fazer essa comparação \m/) cantando todas as músicas e agitando como se também estivesse assistindo o show. Destaque nessa música para o Felipe, o cara toca uma música absurda dessa como se estivesse tocando parabéns pra você. A próxima foi Heroes of Sand, onde deu pra perceber que não era devaneio, a voz do Edu voltou mesmo. Em seguida a clássica Angels Cry, seguida daquela que com certeza vai ficar na memória por muito tempo: Carolina IV executada por um Angra inspiradíssimo. Pra mim essa música resume a essência do Angra, pois ela passeia pela música brasileira, power metal e música clássica de uma forma muito natural. Ver Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt e Ricardo Confessori executando essa música juntos é simplesmente incrível. Melhor música da noite na minha humilde opinião. A próxima foi Angels and Demons, música que eu realmente não achei que fosse ser executada por ter muito a cara do aquiles. O Ricardo, porém fez um arranjo totalmente novo para a música, deixando-a menos prog e mais power. A bateria ficou bem no estilo do último álbum do Shaman. Não diria que ficou melhor que a versão original, mas com certeza ficou interessante. Em seguida vieram Metal Icarus, The Course of Nature e Make Believe, seguidas por Acid Rain e Never Understand, um verdadeiro desfile de clássicos. Depois da Never Understand, a banda deu uma paradinha enquanto o Edu brincava com o público cantando a sempre muito pedida Saint Seya. Nesse momento vale ressaltar a importância do Angra para a cena nacional. Ontem no show, era possível ver um público mirim de 11 a 15 anos, muitos acompanhados dos pais. Para os tr00 headbangers da geração orkut, isso é uma verdadeira afronta contra os bons princípios do metal, onde só os puros guerreiros noroegueses podem adentrar um show de heavy metal. Na minha opinião, isso é fundamental para a renovação da cena. São pessoas que jamais foram a um show e que provavelmente não iriam para o show de outra banda, mas acabam indo para o show do Angra (que é bem mais conhecido do público geral) e vendo que um show de metal não é nenhum antro de satanismo como algumas pessoas ainda acham. Isso gera futuros headbangers que estarão lotando nossos tão pouco prestigiados shows locais em algum tempo. Enfim, voltando ao show, após a parada começa a belíssima Gentle Change, cantada a plenos pulmões por 10 ou 15 pessoas e observada com cara de "que porra de música é essa?" pela maioria. O show estava próximo do fim, mas o desfile de clássicos não havia acabado. Ainda tinha lugar para a porrada Spread Your Fire, acabando com o pescoço da galera e a balada Rebirth, sempre cantada a plenos pulmões pelo público. Para encerrar, nenhuma música mais adequada que Nothing to Say, música que é regida por algum tipo de maldição que faz com que nenhum baterista, por mais foda que seja, consiga executá-la tão bem quanto seu autor Ricardo Confessori.

Resumindo, foi um show histórico. Ver o Angra de volta, cheio de vontade, Edu voltando a cantar bem, Felipe detonando no baixo, Rafael improvisando em alguns solos, Kiko Loureiro sendo Kiko Loureiro =P e Ricardo Confessori reassumindo as baquetas é simplesmente emocionante. O metal brasileiro volta a ter um representante de peso lá fora e o público tem essa banda tão importante de volta à cena.

Setlist do show:
1 - Carry On / Nova Era
2 - Waiting Silence
3 - Heroes of Sand
4 - Angels Cry
5 - Carolina IV
6 - Angels and Demons
7 - Metal Icarus
8 - The Course of Nature
9 - Make Believe
10 - Acid Rain
11 - Never Understand
12 - Gentle Change
13 - Spread Your Fire
14 - Rebirth
15 - Nothing to Say

sábado, 6 de dezembro de 2008

Show do Almah no Hey Ho

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Em mais uma peregrinação metaleira da galera, tudo começa na minha casa (Kássio), a concentração como o de costume é na minha casa, pois o “Hey Ho” fica perto.... Antes de irmos para mais um show que prometia ser inesquecível para Fortaleza, nós ficamos escutando música no “PC”, as músicas que tinham a maior chance de tocar no show e que também nós estávamos torcendo para que tocasse lá, por exemplo: “Torn” do novo álbum do Almah chamado “Fragile Equality”. Na internet pesquisamos a setlist que o Almah vinha tocando nos shows da turnê, a princípio ficamos bastante animados, pois além de músicas do Almah e do Angra constatamos que também estavam tocando uma música cover do Iron Maiden(Run To The Hills), mas quando vimos que uma das músicas mais vibrantes e poderosas do novo álbum do Almah, “Torn”, não ia tocar ficamos indignados profundamente... hehe.
A partida para o show foi repleta de eventos curiosos até....
Fomos de ônibus, e na parada obscura nós não tínhamos 100% de convicção de qual ônibus iria para o Dragão do Mar hehehe, enfim não importa, após um bom tempo esperando o ônibus decidimos arriscar, quando passou um Circular 02 não pensamos duas vezes adentramos nele de maneira até brusca, e perguntamos rapidamente ao trocador: Esse ônibus vai pro Dragão do Mar? O trocador pensou uns dois segundos e disse sim....um bom tempo depois ainda viajando de ônibus pela cidade o improvável e o inacreditável, o ônibus para, num lugar nada amistoso podemos assim dizer, dava até para ensaiar o coro....”.Fear of the Dark”, o motorista desse do ônibus e diz: pessoal vamos parar uns 10 minutos ok? Todos mentalizaram creio a mesma coisa “ que maravilha, ficar parado num lugar tão propício a filme de terror, “shit”!!!!!depois de um pouco mais de 10 minutos de espera o motorista volta e então finalmente não demora e chegamos ao nosso destino tão aguardado.
Ao chegarmos ao Hey Ho fomos primeiro procurar pelo Ítalo e Girino,pois eles chegaram bem antes da galera, em seguida faltava achar o Maurício, amigo do Harley da FA7, gente boa demais. A espera para o início do show ,que teria a “Cross of Fear” na abertura e uma banda do Paraná chamada “Satisfire”, só fez empolgar mais a galera, ao som de clássicos do rock/metal truando no paredão de um carro do lado do Hey Ho agitou a galera que por ali se encontrava....principalmente quando começou a tocar Iron Maiden, a galera foi simplesmente ao delírio ....The Trooper, powerslave, running free, killers, Transilvania....realmente uma infinidade de Clássicos do rock/metal!!!!
Ficamos tão vislumbrados com as músicas do Iron tocando que mal vimos que o Hey Ho já tinha sido aberto e o show da “Cross of Fear” tava rolando. Quando adentramos já estava sendo tocada a última música da “Cross of Fear” (cry from the edge) cover de VIPER. O show seguinte foi da banda paranaense “Satisfire”, como de costume de banda de trash/death o som é porrada na orelha hehe, tocaram além de músicas próprias, (painkiller – Judas Priest e Back in Black – AC/DC).
O Almah, após um tempo de espera, finalmente entra no palco ao som de uma música instrumental (Overture dos shows), e logo em seguida começa o metal a percorrer todo o Hey Ho ao som de “Birds of Prey”, a galera começou a agitar: pulando, batendo cabeça, gritando, cantando, foi um festival de emoções se manifestando, nunca tinha visto toda a galera tão vibrante em show de metal hehe....para onde eu via alguém da turma vibrando como se nunca fosse haver mais de nenhum show, esse é o poder do metal cearense!!!....depois o Almah tocou uma música do primeiro albúm chamada “Take back yours spells”, em seguida veio uma música do Angra que eles não costumam tocar muito em shows, “Bleeding Heart” uma balada muita bem feita e emocionante, em seguida o metal volto a derrubar paredes ao som de: “Magic Flame”, “Children of Lies”, “Fragile Equality”, “Torn”, “Scary zone”,”Golden empire”, “King”, “Beyond tomorrow” e Nova Era do Angra muito foda mesmo!!! No meio do show o Edu tocou teclado na balada “Forgoten Land” que emocionou ao lado “Breathe” e “All I´m. Outro momento inesquecível foi quando o Edu deixou a cargo da galera os vocais de “Nova Era”. Para fechar o show uma música muito paulera, “you´ll understand” fez a galera ultilizar do que restava de suas forças para poder pular e bater cabeça como se não houvesse amanhã. Foi, sem dúvida, uma grande noite para o metal no nosso estado.
Set-list do show do Almah (fora de ordem)
Birds of Prey
Take back your spell
Bleeding heart (Angra)
Fragile equality
Children of lies
Breathe
Magic flame
Golden empire
Forgotten land
Beyond tomorrow
Scary zone
All I´m
Torn
Nova Era (Angra)
You´ll understand
King

http://rapidshare.com/files/170980340/Almah_0512.rar.html

sábado, 30 de agosto de 2008

Ceara in Rock - já na primeira edição entra para história

Desde o publicação da idéia até a sua execução, o festival foi um grande desafio. Ironicamente, um desafio que foi suplantado por um cara que não é cearense mas que entrou no coração dos headbangers locais. ( valeu Marcelo!!!)

O festival que contava com Tarja Turunen e André Matos, começou na quinta-feira, dia 28. De início uma idéia ousada, pois um show na quinta feira sempre é olhado com desconfiança pelos headbangers locais. Mesmo assim, um bom público compareceu a noite do dia 28, todos desejosos por ver a encantadora Tarja e por sua super banda. Um dia que levou um público diferente para um evento de heavy, com muitas caras novas. A casa de show Oasis tem suas vantagens sendo a principal a visibilidade para o palco, tornando o show quase que um evento só para convidados de tão próximo que ficamos dos artistas. No entanto a casa de show é quente ( outros problemas posteriormente serão ressaltados). O primeiro problema do festival foi o fato de o anuncio marcar os shows para começar as 19 horas, horario que foi atrasado por quase duas horas, aumentando a ansiedade do pessoal, principalmente da galera que, como nós, queriamos ver Sanhainfall!!! Mas devido ao atraso, os shows locais foram meio prejudicados. A banda Cliftons tocou por apenas 10 minutos e Sanhainfall sequer subiu ao palco. No entanto, nada foi prejudicou o show de Tarja. Por volta de 21:30, um pano é levantado em frente ao palco. Foram meia horas de ansiedade que eram aumentadas pelo fato de o Terrana ter feito uma pequena passagem enquanto os ultimos preparativos eram feitos.

Por volta de 22 horas, é iniciado as luzes da casa se apagam e apenas uma luz do fundo palco ilumina o corpo de tarja, é quando a mesma passa cantar e prontamente sua voz magistral emana todo local de um encanto provocado por um talento unico. Tudo isso vendo só o vulto da vocalista. Quando cai o pano, nos deparamos com toda banda. Foi um momento emocionate pra mim, ver tantos talentos tão próximos. Mike,Kiko, Tarja e Doug são reconhecidos em suas especialidades e estavam juntos para nos entregar o espetaculo singular. O show variou entre a carreira solo da vocalista e suas musicas junto ao Nightwish, sendo estas cantadas aos pelnos pulmões. A banda simplesmente passeou em palco, tranquilos de tudo que faziam, com o público na mão, transpiraram talento. Magistral!!!

Sim, ele mereceu um paragrafo só pra ele. Mike Terrana. Monstruoso. Até hoje fico arrependido de num ter ido para o workshop. Um icone, um talento!!! Sem palavras para definir.

No show, ficou só devendo a falta das clássicas the phantom of opera e Over the hills and far away no Nightwish e the Reing do album solo dela. Mesmo assim foi um ESPETÁCULO!!! Realmente estou ficando mal acostumado com tantos shows de grande nível. O paia foi o fato de não anunciarem que a Sanhainfall não ia tocar, ficando nossa galera de esperando em vão.

No segundo dia,a aventura parecia ser maior. Pra começar não iriamos de carro e tivemos que andar da domingos olimpio até a duque de caxias para pegar um onibus. De lá, fomos para o Óasis, onde nos desfrutamos de rechados como jantar... Tudo isso para não perder André Matos e Black Dog. Fomos esperar lá na fila, enquanto o kbça ampliava o seu ciclo de amizades hehe. Ao entrar no Oasis, o pública parecia pequeno mas tudo isso que a galera chegou tarde.... e pq chegou tarde? pq quase tudo aqui começa atrasado!!! Então entramos e fomos conferir o show da Canino Song. De cara, o som estava bem mais alto, fato que animou os metaleitos nãp-eventuais. A primeira banda foi Canino Song, que não tem musicas muito originais, mas tem uma cômica ( e na minha opinião acertada) introdução, dando uma cara descontraída para o show. Depois foi a hora da banda Superface, na qual eu não prestei atenção. No entanto, em seguida veio a banda do guitarrista Tales Necromorten. Pra começar, essa banda, na minha opinião, é superior a banda principal do Tales, Darkside. Fazendo um Thrash muito rápido e pesado, ótimo para bater cabeça, a banda usa e abusa de enerdia fazend um dos melhores shows do gênero que eu vi de uma banda local. Realmente me agradou, mas resolvi me poupar pra conferir a Obskure. E essa não decepcionou,é realmente uma banda do caralho que honrou seus 19 anos de história. De cara percebi que o dvd da banda não capitou 70% da energia que eles passam ao vivo. São bem firmes e tocam com amor ao estilo, empolgando todo mundo. Nessa hora, o jogo já tava ganho, as bandas extremas detonaram. Só falta o André pra levantar a taça e a black dog beijar a taça.

Instantes depois era a vez da musa nissei san seii hahuahu entra no palco com sua trupe. Desde o primeiro momentos os caras se mostram hiper-competentes e no nível das bandas internacionais que passaram por aqui ( caralho, posso fazer essa comparação hahua). Com uma iluminação impecável e com os carismátios andré e zaza, a banda teve o show na sua mão. Lá se foram Letting Go e Rio. Logo após foram distant thunder e Here I Am, seqüencia de matar que fez com que eu fosse lá na frente bater cabeça como não se houvesse amanhã em homenagem ao Ritual, um dos cds que foram fundamentais por escolher o estilo. Tocadas essas músicas eu voltei ao normal kkkk. A banda executou crááássicos de viper, angra e virgo, sendo living for the night uma celebração a história desse músico. Show com energia,interação e pesado... pra que mais??? parecia algo muito bom pra ser verdade, mas eu já começava a olhar temeroso com o show do da black dog, pois como o andré falou, a banda dele só estava na metade e já eram 1:20 da manhã. Foi quando na música time to be free, uma música épica da banda, passa a ser executada. Nos primeiros instantes a música não tem nada diferente e sendo bem conduzida. No entanto no meio da canção o som é desligado, sendo apenas perceptivel a bateria. Todo mundo berrou protestando!!! Em seguida, era hora de Fairy Tale e mais uma vez o som estava desligado, a música foi executada a sério pela banda, mas o público não pode conferir o esforço dos músicos. Em seguida as luzes são desligadas e todo mundo da banda se retira. Um momento que nunca presenciamos antes, pois inicialmente chegamos a pensar em um possível solo mas não sobrou ninguém no palco. Não tinha cara da saída para o bis... tinha cara de merda. Foi muito tempo esperando, quando o Marcelo vem da o recado que havia problemas com a SEMAM e que estava sendo feito de tudo para reverter o problema. E nada de o show começar e a galera começava a ficar apreensiva. Depois de um tempo, aparece o André que fala pra galera que o show vai assumir o roupagem semi-acustica. A banda, com os distorções de guitarra desligadas. A banda se esforça e conta com o apoio da galera, mas mesmo assim, o clima tinha esfriado. Foi nessa hora que o André Matos ganhou o meu respeito muito além do que uma música pode fornecer, talvez seja nessa hora que o show começou, um show de respeito e personalidade desse músico. Em nome da banda ele lamenta tudo e promete voltar pra nossa capital em breve. Todo mundo sai desolado!!! Imagina a galera que foi lá pra ver black dog...deve ter ficado muito puta!!! Eu simplismente não acreditei. Em certo momento, as luzes chegam a ser desligadas, o que podia provocar uma confusão entre os espectadores.

Devo abordar o comportamento do metaleiro cearense. Esse deve ser ressaltado também! Pois nenhuma confusão generalisada foi iniciada e todo mundo sai de maneira educada. Cara..isso foi um exemplo.. uma demostração de que somos civilizados e que merecemos respeitos.

A interrupção do show foi a aplicação da lei do silêncio. De certa forma, a aplicação é justa, pois o Oasis tem um uma acustica não muito boa, como vimos no momento em que passamos por tras da casa de show, e pela casa de show ser perto de area residêncial. Eu sou a favor do combate à poluição sonoro. O problema é a maneira na qual foi aplicada a lei, de maneira arbitraria. Eles não pensaram nas conseqüencias do que poderia acontecer caso o show acabasse sem mais nem menos, o que foi evitado pela a elegânca com que o André avisou a galera. Vale ressaltar que o problema não é só do Oásis, pois quase todas as casas de shows locais e barzinho com música ao vivo não tem uma eficaz acustica, agora que está acima do organizador, pois se ele butar na cabeça em fazer um show somente onde tem acustica perfeita, ele não faz show aqui em fortaleza. Outro problema é que a lei em outros lugares é ignorada, pois as autoridades competentes fazem vista grossa para não cortar o barato dos turistas.

Eu compreendo a indignação dos músicos, pois eles se preparam mentalmente, e físicamente para tocar e ver seu trabalho interrompido de maneira bruscas é de se indignar. Entendo a indignação do Marcelo, pois ele já teve tanto problema quanto a organização do festival que ele merceria um desfecho melhor.

Em suma, é necessário fazer eventos o mais organizado possível, para que se consiga começar e terminar numa hora boa, respeitando a vizinhança do local. Tem que ser planejado quantas bandas são capazes de tocar naquela noite. É possíevl fazer um evento dinâmico, o forcaos foi um exemplo, agora temos que ter a noção que não cabe apenas ao Marcelo fazer isso só, mas toda galera headbanger de Fortaleza. Eu me recordo quando o Almah fez um show aqui em fortaleza, e o Aquiles foi até a frente do palco e chamou o Emídio, da Galery Productions, para dizer para todo mundo que são figuras como ele que fazem o heavy daqui se sustentar. Isso me chama a atenção, pois não é justo com que o Emidio, o Marcelo e seja quem for, tenha que fazer um esforço sobre humano, para butar o movimento local para andar, pois são muitas as adversidades a serem enfrentadas.

domingo, 20 de julho de 2008

Marcelo Barbosa - III Festival BNB de Música Instrumental.


2008 é realmente um ano divisor de águas na vida do amante da música rock/heavy da nossa capital!!! A fartura de eventos vem dando alegrias ao headbanger cearense.
Como relatado no poste anterior, a banda Khallice realizou uma apresentação memorável, tocando com técnica e precisão, além de demonstrarem muita simpatia. Tudo isso por cinco reais mias um quilo de alimento. Só que o Sábado não era apenas um dia de ressaca, nós podíamos escolher entre a segunda noite do Forcaos ou a apresentação do Marcelo Barbosa no III Festival BNB da Música Instrumental (de graça!!!).
Infelizmente o kbça não podia ir por causa de uma viagem marcada antes do próprio saber desse evento e o Ítalo estava acabado pois além do Forcaos teve que acordar 6:30 pra ir pra a S.O.S. Computadores. Mas o Theater of Salvation não podia perder a chance de conferir o show desse talentoso artista. Antes de começar o relato do show, eu quero dar destaque ao agradecimento do Marcelo por nosso estado abrir as portas para que ele e seus companheiros de banda venham fazer música instrumental pois essas são iniciativas raras em todo Brasil ( que fase..vive nossa cidade :D).
Mas vamos ao show....
Cerca de 50 pessoas deram as caras no BNB, sendo a maioria guitarristas. Pra confirmar o que imaginávamos, a banda de apoio do Marcelo foi os seus companheiros de Khallice, ou seja, foi uma apresentação de grandes músicos. Realmente foram 60 minutos que passaram em 5. O som estava muito bom, como a maioria dos eventos no BNB em que comparecemos, com todos instrumentos muito bem equalizados. O show foi mias uma oportunidade de se maravilhar com o talento do músico Michel Marciano!!! O Cara tirou de letra as partes mais intricadas, no entanto o destaque é sua emoção,precisão e concentração nas partes mais simples, onde ele nos concede um trabalho impecável. Realmente um grande músico!!! O Marcelo foi o grande cara dá festa. Com um set list bem selecionado misturando as suas músicas com alguns clássicos da guitarra instrumental, ele demonstrou todo o seu virtuosismo. Um bom número de canções foram baladas onde Marcelo desceu a mão com muito feeling. Ao fim de cada apresentação, todo mundo aplaudia encantado. O show ainda contou com uma apresentação de uma música instrumental de Alírio Neto fazendo aqueles cantos característicos das músicas instrumentais. Falando nele, ele assistiu o show da platéia, próximo da gente. Eu aproveitei para parabenizá-lo pelo ótimo show de toda a banda na madrugada de sábado. O mais interessante é que eu falei com uma voz meio rouca enquanto o cara tava com a voz perfeitamente normal, ou seja, além de cantar mal, eu uso a minha voz de uma maneira não muito adequada kkkkkk.
Ao fim da apresentação, ele distribuiu várias palhetas, que infelizmente não pegamos pela inércia!! Afinal estávamos acabados do dia anterior e não tínhamos pick pra ir atrás hehe.
Uma excelente e emocionante apresentação!!! Para bens ao BNB que acertou mais uma vez.

Forcaos 10 anos

Está rolando neste fim de semana (18, 19 e 20 de julho) a décima edição do forcaos, festival que surgiu como uma alternativa ao axé que toma conta da cidade no período das férias de julho devido ao fortal, e que conta tanto com bandas novas que tentam conquistar seu espaço como bandas já consagradas no cenário underground. Ao contrário das últimas edições, este ano o evento está acontecendo no Metrópole Shows, e não mais no anfiteatro do Dragão do Mar.
Nós fomos ontem (dia 18) dar uma conferida no evento, principalmente por contar com a (sempre citada aqui no blog) Samhainfall e a brasiliense Khallice, atração principal da noite. O evento estava marcado para começar às 19 horas, mas como era de se esperar, às 19:30 (hora que a gente chegou lá) só estava lá o tio do cachorro quente e mais uns três ou quatro adiantados esperando as portas abrirem. Tempo de passar no Habib’s e “abastecer” as energias pro show. Enfim, com a (falta de) pontualidade costumeira do Metrópole, aproximadamente às 20:30h abrem-se os portões.
Descontando o atraso inicial, o festival seguiu com uma organização excelente, o palco do Metrópole, por ser relativamente grande, permitia que o equipamento das bandas fosse preparado ainda durante o show anterior, o que minimiza o tempo entre as bandas. Destaque para o pessoal da AMC que subiu ao palco antes do segundo show para realizar um trabalho de conscientização com o pessoal, falando da “lei seca” e o velho “se for dirigir, não beba”. A pesar de não ser totalmente a favor dessa lei, eu achei muito boa a iniciativa, indo diretamente aos shows e bares fazer o trabalho educativo.
Quanto aos shows, eu confesso que não prestei muita atenção aos quatro primeiros, o primeiro a me chamar a atenção positivamente foi o da banda baiana Yun Fat. Já no anúncio da banda dava pra ver que seria algo no mínimo interessante: “uma banda que mistura Death Metal, Hard Core e Bossa Nova” meio difícil de imaginar, mas é realmente o que eles fazem. A banda conseguiu animar parte da galera, com destaque para o baterista, muito preciso nas viradas e nas levadas mais rápidas. A banda só peca um pouco por brincar demais com as músicas. O tom cômico nas músicas é interessante, mas eles utilizam este recurso à exaustão, perdendo um pouco a graça ao longo do show.
Plastique Noir eu prefiro não comentar, eles devem ser bons no estilo deles (ou não hehe), mas definitivamente não me agrada. A banda de Juazeiro, Laments of Soul, mostra ter potencial, mas ainda tem muito a melhorar, sobretudo sua vocalista Amanda (talvez nervosa ou simplesmente num dia ruim).
Terminada a Laments, foi a vez da Samhainfall entrar no palco, com a promessa de “quebrar tudo”. E quebraram mesmo. Exceto pela atração principal, foi a banda que mais levantou a galera. Fizeram um show bem resumido (limitado pelo tempo de meia hora por banda) compostos por três músicas que estarão no seu próximo CD e três do EP “the first sign”. O setlist foi o seguinte:
1 – Música nova 1
2 – Música nova 2
3 – Música nova 3
4 – Never Tell Secrets
5 – Seeds of Fire
6 – Banished from Hell (encerrada antes do final por que acabou o tempo)
Se alguém da banda quiser dizer os nomes das músicas novas, sinta-se à vontade para faze-lo nos comentários que a gente edita o post ; )
Depois da Samhainfall, foi a vez da banda Soturnus, da Paraíba. Esta faz um death muito bom, mas que eu não pude acompanhar de perto graças à dor no pescpço causada pelo show da Samhainfall hehe.
Finalmente, aproximadamente 1:30h (a produção, de algum jeito miraculoso, conseguiu transformar o atraso de duas horas do começo em meia hora, nota 10 pra eles) começa o show principal da noite: os brasilienses do Khallice.
Os caras mostraram por que são considerados o Dream Theater brasileiro. Primeiro pela clara influência da banda americana nas suas composições, mas principalmente pela qualidade técnica dos integrantes. A banda é formada por Alírio Neto (vocal), Marcelo Barbosa (guitarra), Michel Marciano (baixo), Renato Gomes (teclado) e Pedro Assumpção (bateria). Todos são excelentes músicos, mas o destaque vai para os três primeiros. Marcelo Barbosa dispensa apresentações. Guitarrista respeitadíssimo, montou em 1997 sua própria escola de guitarra, onde ensina guitarra utilizando um método que ele próprio criou. Alírio Neto é outro monstro. Cantor lírico, participou de vários musicais, como a montagem brasileira de “Jesus Christ Super Star”, da brodway. Michel Marciano me surpreendeu justamente pelo fato de eu não conhecer seu trabalho previamente. O cara toca absurdamente e com uma facilidade muito grande, do tipo de músico que faz parecer fácil o que ele está fazendo.
O Khallice realmente mostrou o poder do prog metal brasileiro. Se a banda peca pela falta de originalidade, isto é facilmente ofuscado pela qualidade dos músicos. Os caras agitaram muito e tocaram de forma impecável, não errando em um momento sequer, tendo espaço até para um cover impecável da influência-mor Dream Theater e um do cássico Deep Purple. Com certeza, fecharam a noite com chave de ouro e com a tradicional promeça de voltar em breve. Espero que voltem mesmo :)
Setlist do Khallice:
1 – Share a Little Something
2 – Madman Lullaby
3 – Stuck (eu acho hehe)
4 – Thunderstorm
5 – Pull me Under (Dream Theater)
6 – Letting Go
7 – Spiritual Jewel
8 – Loneliness
9 – Inside Your Head
10 – In the Fire
11 – Vampire
12 – Burn (Deep Purple)